29.6.08



Hmpf.


Pelo menos vai passar Apocalipse Now na TV daqui a uma hora. (Telecine Cult, 22h)
Resumo da semana: Segunda, não lembro. Terça, Real com Mariana. Quarta, festa junina da FFLCH. Quinta, Quinta i Breja e depois Vitrine. Sexta, Toldo. Sábado, Motomix, kebaberia e Glória. Fun, fun, fun.

Agora: Do-do-domingo. Olhar pro celular e esperar e torcer e esperar.

27.6.08



duas expressões em inglês que eu gosto: "getting shit-faced" e "pretty please with a cherry on top". adoro, queria poder usar por aí.

25.6.08



...não acreditava em coincidências, mas apenas numa tendência a acontecerem cagadas.



(do livro que tou lendo: Minha Idéia de Diversão, do Will Self)
houve um tempo em que eu e a Mariana éramos mulheres inteligentes. hoje em dia, a gente até disfarça bem em público, mas quando ninguém tá olhando nós somos tipo personagens de Sex & the City. só que mal vestidas.


(meu testimonial pra Mariana -- se ela não aceitar, saibam que é a mais pura verdade)

23.6.08



Esse projeto genial compara a aparência dos produtos como exibida nas embalagens com a comida de verdade que vem dentro delas.


[via Tião]
Depois do Kucinski (ombudsman do JC) reclamar do silêncio dos leitores do jornal em sua última coluna, nós recebemos algumas mensagens. Numa delas, um leitor elogia minha foto de capa, diz ele ser um "verdadeiro emblema do que ocorreu". Fiquei faceira :)

Bom, esse mesmo leitor, após tecer várias críticas à cobertura da Jornada de Lutas, termina sua carta criticando a assembléia conjunta das três categorias, realizada na sexta-feira do que seria a semana do V Congresso (onde não se votou nada, nem se conseguiu chegar a nehuma decisão por consenso), diz ele que "Sem votação não há democracia" heheh. Enfim, desacordo de concepções políticas à parte, pelo menos o cara tem bom gosto pra fotos.


[Pra quem não viu o JC, a foto era de uma menina durante a Assembléia dos Estudantes da USP que aconteceu na segunda-feira daquela semana, segurando duas placas escritas improvisadamente a caneta onde se lia "ISSO JÁ FOI DITO" e "PROPOSTAS?" -- infelizmente baixei as fotos da última edição no servidor do Departamento de Jornalismo e deletei-as da máquina sem subir pro meu computador, então não vai dar pra botar no Flickr pra mostrar]

18.6.08



Uma coisa que sempre me incomodou no tempo que eu tinha coisas pra ler pra faculdade ou pra escola é como essas coisas interrompiam minha trajetória natural de leituras. Atualmente eu não tenho nada atrapalhando esse fluxo, e tudo parece se encaminhar para que eu leia Byron.

Fiz o trabalho sobre Álvares de Azevedo e tinha a intenção de ler Byron para fazê-lo, mas decidi que o trabalho era picareta demais para tanto esforço, fiz em dois dias, sem ler quase nada (o professor disse que devolveria ontem os trabalhos, mas eu não fui na aula para conferir).

Daí no curso do João Bernardo sobre fascismo, quando ele falava que "o fascismo é o romantismo da política" (por causa do elogio da morte, do culto às ruínas, etc), uma hora ele citou uma declaração do Hitler e falou "mas isso é o puro Byron".

Anteontem, li o Desonra, do J.M. Coetzee (escritor sul-africano, ganhador do Nobel), e o personagem principal é um estudioso de Byron, que pretende escrever uma ópera sobre o fim da vida dele, sobre seus anos passados na Itália, ao lado de uma mulher chamada Teresa, que ele levou ao adultério e que se apaixonou por ele perdidamente, e que ele pegou até ficar de saco cheio e ir pra Grécia morrer.

Todos os caminhos levam ao Byron.

Encomendei uma seleção de poemas dele pelo Estante Virtual, vou buscar daqui a pouco, gastar R$18 que não tenho.

15.6.08



Esse fim de semana, por coincidência, fui em shows de duas bandas que se tornaram conhecidas e conquistaram seu público com produções independentes, disponiblizadas gratuitamente na internet: Mombojó e U.D.R.

Mombojó eu conhecia só de nome e de ouvir as pessoas falarem bem. Já tinha ouvido uma ou outra música no MySpace dos caras, mas não tinha me impressionado particularmente. O show foi sexta-feira no novo Studio SP da Augusta (show sem nome na lista: R$25 seco; cerveja longneck: R$5; público: "Vila Madalena-Vila Olímpia", Municipal style).

Atualmente eu só gosto de ir em bar beber cerveja, não vou mais em balada fechada. Também não gosto mais de show grande, onde se paga caro pra não ver quase nada e por qualidade de som sofrível. Então ainda vou em balada às vezes, mas só pra ver show. Acho o melhor jeito de se ver uma banda: casa pequena, público que foi ali pela música, única merda é mesmo o preço da cerveja, sempre extorsivo.

Mas enfim, voltando ao Mombojó, foi massa. Talvez eu não pegasse um cd pra ouvir em casa, mas ao vivo foi bem foda. Mais de uma hora e meia de show, público dançando animado e cantando em coro, som bom, banda animada. Bacana.

Sobre a relação dos caras com internet:


Em 2003, o grupo foi contemplado com recursos do Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Recife (PE) para produzir o primeiro disco: Nadadenovo. (...) Ao completar exatos três anos de formação em abril de 2004, a Mombojó encaixa o Nadadenovo como encarte da Revista OutraCoisa, a chamada “revista de Lobão” (L&C Editora), com distribuição nacional de 20 mil cópias pela Tratore, também sua Editora. Com isso, a Mombojó aderia definitivamente à tendência mundial de se fazer música de qualidade com produção e distribuição independentes, tendo inclusive desde o primeiro momento disponibilizado em seu site na Internet todas as faixas do disco para download gratuito, e ainda os arquivos completos de uma das faixas sob a licença Creative Commons. (Wikipedia)


Principalmente em internet, que tem se mostrado a estratégia ideal para bandas independentes divulgarem o trabalho, pois você não tem limite de prensagem. Uma vez colocando a música na internet ela pode ser reproduzida infinitamente. O que a gente fez foi liberar as músicas pra esse download caseiro, que é uma forma que a lei hoje em dia trata a pirataria, que é a comercialização de cópias ilegais, e esse download caseiro da mesma forma. Quando na verdade é totalmente diferente. Essas leis estão sendo discutidas, em muitos países isso está mudando em algumas áreas, em informática. Desde a experiência da Xérox, nunca mais a população pode voltar atrás com essa coisa da cópia livre. O caminho da música é seguir o exemplo da literatura e da Xérox. (Marcelo Campello, no Overmundo)


O Mombojó já é badalado aí no meio do open business da indústria fonográfica (FGV, Ronaldo Lemos, Overmundo, etc), agora a U.D.R. não. E eu acho o caso da relação da U.D.R. com tecnologia ainda mais interessante do que o Mombojó.

O show. O show foi ontem na Ocean (show: R$15; cerveja: open bar, variando entre Itaipava, Crystal e Lokal, distribuídas em copinhos de 200ml, sendo 100ml de espuma; público: metaleiros, new-metals e skinheads). A Ocean é podre. Podre pra caralho. É um puteiro-balada desagradável, quente, com paredes grudentas, banheiros escrotos e um público nível Madame Satã de beleza (elenco de apoio dO Nome da Rosa style).

Era o lançamento do novo CD da U.D.R., Bolinando Straños. No último show dos caras em São Paulo, no Inferno, eles já tinham tocado várias das músicas do novo disco, então não teve grandes surpresas. Diferente do último show, dessa vez não tinha DJ, o Porquinho controlava as bases no laptop. Diferente do último show, a platéia errou o fim de "Gigolô Autodidatada". Diferente do último show, onde algumas pessoas saíram da pista ofendidas na hora de "Todos os Nossos Fãs São Gays", dessa vez tinha careca cantando a música, impagável. Diferente do último show, esse foi pior. Mas foi bem divertido também, então tá valendo.

Agora estou tentando convencer o Gus a escrevermos um artiguinho sobre a relação da U.D.R. com tecnologia. Tava falando pra ele que os caras fazem todas as bases no computador, caseiramente. Disponibilizam todas as músicas na rede. Fazem clipes tosqueira pro YouTube. Participam de trocentas redes de relacionamento. E eu tenho essa hipótese de que a música que eles fazem só é viável dentro desse ambiente de novas tecnologias. Se os caras fossem depender de gravadora e rádio FM pra cantar que "estupro de aleijado é uma coisa bem legal, não precisa abrir as pernas pra fazer sexo anal", tavam fodidos. OK, sempre teve coisa bizarra no underground (i.e., G.G. Allin cagando na platéia), mas U.D.R. é coisa bizarra 2.0.


[btw, essa semana o Gus apresenta o TCC dele sobre "novos modelos de negócios da indústria cultural" no seminário das quartas do Paulo Arantes]

13.6.08



Rotina Cretina

Acordar por volta de meio-dia
Almoço
Eurocopa
Soneca da tarde
Banho
João Bernardo
Cerveja
Dormir

Acordar por volta do meio-dia



vida estúpida pra caralho.

11.6.08

8.6.08



Eu estava olhando o site de um cabeleireiro que tem aqui perto, pra ver até que horas fica aberto de domingo, quando, olhando a lista de serviços oferecidos, vi a opção "Depilação Artística".

Pensei WTF? e fui pesquisar no Google. Achei a seguinte explicação (grifos meus):



Depilação artística ou depilação íntima

A virilha cavada é a que ganha cada vez mais adeptas e é a número um no ranking das clínicas de estética. Depois de experimentar a virilha cavada, as clientes não querem outra coisa. Dizem ser muito melhor e bem mais higiênico!

Na técnica de depilação artística ou íntima, é preciso decidir o formato que os pêlos vão ter. Triangular? Retangular? A dúvida é tanta que muitas mulheres compram revistas masculinas só para ficar a par do shape das famosas.

A criatividade na depilação não se limita à virilhas cavadas, simples. Podem ganhar formas lúdicas, de acordo com a ocasião. Coração, lua, estrela, flor e sininho de natal são apenas alguns desenhos que praticamente transformam a depiladora em artista plástica e você, em obra de arte.
Os desenhos podem ser, ainda, emoldurados e coloridos. Outra técnica é a aplicação de strass, que é feita com uma cola especial.

Escolhidos normalmente para ocasiões especiais e comemorações, os desenhos fazem o maior sucesso entre as mulheres. As letras do alfabeto também fazem parte desse modismo. Normalmente as clientes pedem para depilar no formato da inicial do nome do namorado quando querem fazer uma surpresa, no dia do aniversário deles ou em uma data especial para os dois.

Há também mulheres que pintam os pêlos de louro e outras, mais velhas, que nos procuram para disfarçar alguns pelinhos brancos que começam a aparecer.




mano..

5.6.08



4.6.08






o Bueno voltou a ter blog!

1.6.08



A Monique colocou no Quem sou eu dela no Orkut a seguinte boa frase, tirada do excerto "Dinheiro" do terceiro manuscrito que compõe os Manuscritos Econômicos e Filosóficos do Marx:


Se tua amas sem despertar amor recíproco, isto é, se teu amar, enquanto amar, não produz o amor recíproco, se mediante tua externação de vida como homem amante não te tornas homem amado, então teu amor é impotente, é uma infelicidade.


essa versão dela não sei de que edição é, mas é bem próxima da versão dOs Pensadores, que encontrei via Google:


Se amas sem despertar amor; isto é, se teu amor, enquanto amor, não produz amor recíproco [mas sim ódio], se mediante tua exteriorização de vida como homem amante não te convertes a homem amado, teu amor é impotente, uma desgraça.


bizarra é essa adição de subtexto - "mas sim ódio". me parece óbvio que o não-amor não é necessariamente ódio. e nada do texto do Marx parece sugerir esse subtexto.

a versão que eu tenho, que é dos Manifestos como apêndice do Conceito Marxista do Homem, do Erich Fromm, é um tanto diferente:


Se você amar sem atrair amor em troca, i.e., se você não for incapaz, pela manifestação de você mesmo como uma pessoa amável, fazer-se amado, então seu amor será impotente e um infortúnio.


"se mediante tua exteriorização de vida como homem amante não te convertes a homem amado". "se você não for incapaz, pela manifestação de você mesmo como uma pessoa amável, fazer-se amado". essa segunda tradução parece colocar a não reciprocidade como uma incompetência do amante. fora que ela aparenta ter um erro, aquele "incapaz" tem todo o jeito de que devia ser um "capaz".


***


fim do recreio. hora de voltar pro trabalho sobre o Noite na Taverna.