A Monique colocou no Quem sou eu dela no Orkut a seguinte boa frase, tirada do excerto "Dinheiro" do terceiro manuscrito que compõe os Manuscritos Econômicos e Filosóficos do Marx:
Se tua amas sem despertar amor recíproco, isto é, se teu amar, enquanto amar, não produz o amor recíproco, se mediante tua externação de vida como homem amante não te tornas homem amado, então teu amor é impotente, é uma infelicidade.
essa versão dela não sei de que edição é, mas é bem próxima da versão dOs Pensadores, que encontrei via Google:
Se amas sem despertar amor; isto é, se teu amor, enquanto amor, não produz amor recíproco [mas sim ódio], se mediante tua exteriorização de vida como homem amante não te convertes a homem amado, teu amor é impotente, uma desgraça.
bizarra é essa adição de subtexto - "mas sim ódio". me parece óbvio que o não-amor não é necessariamente ódio. e nada do texto do Marx parece sugerir esse subtexto.
a versão que eu tenho, que é dos Manifestos como apêndice do Conceito Marxista do Homem, do Erich Fromm, é um tanto diferente:
Se você amar sem atrair amor em troca, i.e., se você não for incapaz, pela manifestação de você mesmo como uma pessoa amável, fazer-se amado, então seu amor será impotente e um infortúnio.
"se mediante tua exteriorização de vida como homem amante não te convertes a homem amado". "se você não for incapaz, pela manifestação de você mesmo como uma pessoa amável, fazer-se amado". essa segunda tradução parece colocar a não reciprocidade como uma incompetência do amante. fora que ela aparenta ter um erro, aquele "incapaz" tem todo o jeito de que devia ser um "capaz".
***
fim do recreio. hora de voltar pro trabalho sobre o Noite na Taverna.
<< Página inicial