18.6.08



Uma coisa que sempre me incomodou no tempo que eu tinha coisas pra ler pra faculdade ou pra escola é como essas coisas interrompiam minha trajetória natural de leituras. Atualmente eu não tenho nada atrapalhando esse fluxo, e tudo parece se encaminhar para que eu leia Byron.

Fiz o trabalho sobre Álvares de Azevedo e tinha a intenção de ler Byron para fazê-lo, mas decidi que o trabalho era picareta demais para tanto esforço, fiz em dois dias, sem ler quase nada (o professor disse que devolveria ontem os trabalhos, mas eu não fui na aula para conferir).

Daí no curso do João Bernardo sobre fascismo, quando ele falava que "o fascismo é o romantismo da política" (por causa do elogio da morte, do culto às ruínas, etc), uma hora ele citou uma declaração do Hitler e falou "mas isso é o puro Byron".

Anteontem, li o Desonra, do J.M. Coetzee (escritor sul-africano, ganhador do Nobel), e o personagem principal é um estudioso de Byron, que pretende escrever uma ópera sobre o fim da vida dele, sobre seus anos passados na Itália, ao lado de uma mulher chamada Teresa, que ele levou ao adultério e que se apaixonou por ele perdidamente, e que ele pegou até ficar de saco cheio e ir pra Grécia morrer.

Todos os caminhos levam ao Byron.

Encomendei uma seleção de poemas dele pelo Estante Virtual, vou buscar daqui a pouco, gastar R$18 que não tenho.