31.7.06



24.7.06



Esportes preferidos de ver na televisão:

- natação em Olimpíada
- futebol em Copa do Mundo
- skate
- motocross freestyle
- esportes de inverno, todos

21.7.06



Eu estava voltando pra casa às 7 da manhã, mal humorada, enjoada, com sono e com frio, quando vi um cartaz com grandes letras cor-de-rosa dizendo VIBRATORS. Vibrators no Brasil! Daí eu parei pra conversar com o cartaz e dizer PUTA, QUE BEM LOUCO. E daí por uns 5 minutos o mundo ficou legal de novo. Até eu pegar um Jd. Miriam lotado e vir de pé da Rebouças até a Vila Mariana. Mas, hein, vamos aê, certo? Dia 26 de agosto, no Hangar, 30 paus antecipado na Estrondo.

16.7.06



Henry Rollins com Bad Brains fazendo "Kick Out the Jams" do MC5.

É tudo que eu tenho a dizer.

14.7.06



Ciola listou em seu blog os sons que lhe agradam.

Depois dessa semana de maratona cinematográfica (11 filmes assistidos e mais uma porrada de curtas), devo dizer que um dos meus preferidos é o chiado da película em cenas silenciosas. Mais até do que chiado de vinil.

O que me faz odiar com violência todos os barulhos da platéia que me impedem de ouvi-lo - gente abrindo embalagem, gente comendo de forma ruidosa, gente conversando e, acima de todos eles, gente falando no celular.

É um festival de cinema, certo? Não uma porra de Cinemark, onde se vai preparado pra horda de imbecis. Você espera que quem esteja lá tenha um certo respeito pelo ritual cinematográfico todo - que consiste em entrar, sentar, e ficar quieto e, se possível, imóvel, durante um par de horas. Mas não. Hoje, durante um dos melhores filmes que eu vi nesse festival (o fabuloso Memória do Saque, documentário sobre a crise argentina), não um, mas DOIS filhos da puta não só deixaram os celulares ligados, como ATENDERAM durante a seção. Devia existir BANIMENTO no mundo das artes.

13.7.06



El río invierte el curso de su corriente
El agua de las cascadas sube
La gente empieza a caminar retrocediendo
Los caballos caminan hacia atrás
Los militares deshacen lo desfilado
Las balas salen de las carnes
Las balas entran en los cañones
Los oficiales enfundan sus pistolas
La corriente penetra por los enchufes
Los torturados dejan de agitarse
Los torturados cierran sus bocas
Los campos de concentración se vacían
Aparecen los desaparecidos
Los muertos salen de sus tumbas
Los aviones vuelan hacia atrás
Los rockets suben hacia los aviones
Allende dispara
Las llamas se apagan
Se saca el casco
La Moneda se reconstituye íntegra
Su cráneo se recompone
Sale a su balcón
Allende retrocede hasta Tomás Moro
Los detenidos salen de espalda de los estadios
Once de Septiembre
Las fuerzas armadas respetan la Constitución
Los militares vuelven a sus cuarteles
Renace Neruda
Víctor Jara toca la guitarra, canta
Los obreros desfilan cantando ¡Venceremos!


(Gonzalo Millán)



Poema que encerra o documentário Salvador Allende (que vi ontem no Festival). Aqui no blog entendo que não tem força alguma e que não vai significar nada a ninguém. Mas como é bonito no final do filme!

Eu tinha achado que era um final esperançoso quando vi. Edu, o amigo do Legume que parece o Legume, achou um fim triste pra caralho, e depois de conversarmos, eu fiquei achando que provavelmente ele está certo.
Certo. Então você vai abrir seu peer-to-peer (o baixador de mp3) e escrever no campo de busca "modest mouse shit luck". Você vai por pra baixar e esperar completar o download. Daí você vai aumentar o volume da caixa de som do seu computador até atingir uma altura insensata. E então você vai botar pra tocar e pular e dançar e quebrar algo se te der vontade.

Vai lá. Sério mesmo.



THIS PLANE IS DEFINITELY CRASHING


THIS BOAT IS OBVIOUSLY SINKING


THIS BUILDING'S TOTALLY BURNING DOWN


AND MY HEART IS SLOWLY DRYING UP

12.7.06



Impressões do 1º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo


Me senti imensamente burra e culturalmente colonizada, vendo um documentário argentino (Tire Dié) e achando mais fácil acompanhar a legenda em inglês do que o áudio em espanhol.

***

Como é pobre a América Latina!

(ou Como cineasta latino-americano gosta de pobreza!)

***

Vi um outro documentário, Aparte, este uruguaio, que mostra a miséria em Montevidéu (resumindo grosseiramente). Contou o diretor, em conversa com a platéia após a sessão, que o filme foi um grande fenômeno no país. Ficou em segundo lugar nas bilheterias na semana de estréia, só atrás de Matrix, e na semana seguinte chegou ao primeiro lugar. Gerou discussões acaloradas nos mais diversos âmbitos da sociedade, sendo pauta de todos os jornais e telejornais uruguaios. Você já ouviu falar em Aparte? Não é bizarro isso? Que um filme que é um grande fenômeno num país vizinho não é sequer citado no Brasil por tanto tempo? (o filme é de 2002) Tá certo que o filme não é lá grande coisa e seu tema não é inédito por aqui, como parece ter sido no Uruguai. Mas mesmo assim.

***

Se um uruguaio te convidar pra uma orgia na casa dele, pode ir sem medo.

Estava o diretor Mario Handler comentando a última cena do filme. Foi feita na casa dele, e são duas das moças personagens do filme (uma delas prostituta) conversando e ouvindo música. Ele conta que não pretendia ter filmado aquilo, que eles estavam reunidos ali apenas pra uma orgia, mas uma delas acabou ligando a câmera. Estranhamento geral da platéia. Uma orgia entre amigos, ele tentou consertar. Risadas e estranhamento. Uma orgia entre amigos, íamos conversar, comer pizza, ouvir uma música, entendem?

***

Todo mundo fala do fenômeno de "mundialização" da pobreza, de como a miséria tem um aspecto parecido nos mais diversos lugares do mundo. Mas ninguém comenta a mundialização dos intelectuais. Pô, o Mario Handler, com aquela cara, podia ser um intelectual francês, brasileiro ou o que quer que seja. As roupas características, os óculos e os cabelos grisalhos intelectuais são absolutamente globais.

8.7.06



Mil anos se passaram desde que
Agamenon disse: "Não abram
Os portões; para que serve
Um cavalo desse tamanho?"




Aprendeu a se comunicar com as aves e descobriu que a conversa delas era incrivelmente chata. Só falavam sobre velocidade do vento, envergadura das asas, relação força/peso e muitas coisas sobre frutinhas.




O grande momento da vida de Flatão (319-265 a.C.) foi quando o grande legislador Sólon, constipado, chamou Platão de Flatão, alçando este último à fama repentina, criando a efêmera escola Flatônica.




Marcos Barbará. Esse cara é bom.


(Marcos Barbará é amigo de Paulo Werneck, editor da Ácaro. Marcos Barbará parece ser estupidamente engraçado, Paulo Werneck também. Paulo Werneck é amigo do Jovem Professor de História Perê. Pessoas engraçadas costumam ser amigas de pessoas engraçadas. Será que o Jovem Professor de História Perê sempre foi secretamente estupidamente engraçado mas escondia essa sua faceta para obter o respeito de seus alunos? Pergunta que ficará sem resposta por hora, posto que o Jovem Professor de História Perê se encontra em algum lugar de Portugal, provavelmente cercado de caras portugueses gatos. Provavelmente em dúvida quanto a sua heterossexualidade, pensando "Por Deus, como são gatos esses portugueses!")
Em luto pelo fim do Objeto Amarelo.


6.7.06



Ever get the feeling you've been avoided?