Ciola listou em seu blog os sons que lhe agradam.
Depois dessa semana de maratona cinematográfica (11 filmes assistidos e mais uma porrada de curtas), devo dizer que um dos meus preferidos é o chiado da película em cenas silenciosas. Mais até do que chiado de vinil.
O que me faz odiar com violência todos os barulhos da platéia que me impedem de ouvi-lo - gente abrindo embalagem, gente comendo de forma ruidosa, gente conversando e, acima de todos eles, gente falando no celular.
É um festival de cinema, certo? Não uma porra de Cinemark, onde se vai preparado pra horda de imbecis. Você espera que quem esteja lá tenha um certo respeito pelo ritual cinematográfico todo - que consiste em entrar, sentar, e ficar quieto e, se possível, imóvel, durante um par de horas. Mas não. Hoje, durante um dos melhores filmes que eu vi nesse festival (o fabuloso Memória do Saque, documentário sobre a crise argentina), não um, mas DOIS filhos da puta não só deixaram os celulares ligados, como ATENDERAM durante a seção. Devia existir BANIMENTO no mundo das artes.
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