Ontem eu tava andando pela rua quando um cara bonito que tinha tatuagens nas batatas das duas pernas disse Nova demais pra gostar de Velvet --eu estava com a camiseta roxa do Velvet Underground. Eu às vezes tenho entendimento retardado, esse foi o caso. Não entendi que o cara tava falando comigo e sequer entendi o que ele tinha dito até meio quarteirão depois, quando eu já tava longe pra perguntar Quantos anos você tem? Você foi no show do John Cale quando ele veio pro Brasil em 1999? É, eu imaginei que não.
30.8.05
Ontem eu tava andando pela rua quando um cara bonito que tinha tatuagens nas batatas das duas pernas disse Nova demais pra gostar de Velvet --eu estava com a camiseta roxa do Velvet Underground. Eu às vezes tenho entendimento retardado, esse foi o caso. Não entendi que o cara tava falando comigo e sequer entendi o que ele tinha dito até meio quarteirão depois, quando eu já tava longe pra perguntar Quantos anos você tem? Você foi no show do John Cale quando ele veio pro Brasil em 1999? É, eu imaginei que não.
26.8.05
Bem, já que perdi uma porrada de tempo dando um jeito no blog de clipping do MPL, acho que tudo bem enrolar um pouco mais e postar aqui também.
Tem essa música do Chico, que está num disco dele de 78, chamada Tanto Mar. Nunca tinha reparado nela direito. Ela está também num disco anterior, de 1975, gravado ao vivo em parceria com a Maria Bethânia, porém, nesse, aparece em versão instrumental. Bonita pra burro essa última versão, lembra um fado, tem umas palmas no meio, é uma farra.
A música foi escrita pelo Chico em louvor à Revolução dos Cravos (Portugal, 25 de Abril de 1974) e, em plena ditadura militar no Brasil, tratando-se de uma ode a um movimento que derrubara a ditadura do Estado Novo português, foi vetada pela censura.
Sobre isso, conta o site do Chico uma historinha pitoresca: o censor encarregado de encrencar com a música era Augusto da Costa - ninguém menos que o zagueiro Augusto da seleção de 1950, em cuja jurisdição, ou quase, o ataque uruguaio enfiou aquelas duas bolas no fatídico 16 de julho. "Porra, Augusto, você perde a copa e ainda vem me aporrinhar.." disse Chico. O zagueiro chutou a responsabilidade pra cima dos cartola. Tanto Mar passou, mas sem letra.
A versão original, com o Chico cantando, foi editada só em Portugal. Dizia:
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Anos depois, passado o conturbado período pós-revolucionário (2 anos da história de Portugal que ficaram conhecidos como PREC - Processo Revolucionário em Curso), o Chico fez uma outra versão pra letra da música. Bem mais triste, essa, que é a que está no disco de 78. Música de fim de festa. Não foi censurada.
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim

25.8.05
O azar aqui no lar dos Carrança anda tão grande que começa a ficar engraçado.
Depois de o esgoto do banheiro sair pelo chão da cozinha, em meio a uma reforma que nunca nunca termina, essa terça-feira roubaram o carro dos meus pais daqui da frente de casa. Carro 98, seguro no valor atual do carro. Ou seja, uma completa merda. Mas essa não é a parte engraçada.
Acontece que há algumas semanas, meus pais tinham escolhido um tapete novo pra sala. Na loja em que eles viram tinha acabado, então eles pegaram o endereço da fábrica e iam comprar direto do fabricante. Essa quarta-feira A FÁBRICA PEGOU FOGO.
24.8.05
23.8.05
21.8.05

(Mateus já tinha cantado a bola)
Vocalista punk do The Germs ganha filme biográfico
Começar desde já a torcer pra que os distribuidores brasileiros TENHAM NOÇÃO.
20.8.05
DEUS DO CÉU.
Lendo diariamente as seções de cidades de jornais do Brasil inteiro pra fazer o clipping do MPL, tenho tido um panorama meio assustador do que é a grande imprensa brasileira hoje.
Mas acho que nenhuma matéria tinha sido mais escrota do que essa que coloco abaixo. Dá pra ver o repórter tremendo e babando de indignação enquanto escrevia. Balançando a bengalinha no ar e esbravejando sobre o descaramento desses delinqüentes.
Putaqueopariu. Por que não me ufanarei de minha futura profissão:
Jornal do Brasil - 20/08/2005
Não ao vandalismo
Duas obras admiráveis acabam de ser entregues ao povo de Brasília. O viaduto da Rodoferroviária facilitará imensamente o trânsito de uma ampla região, que se estende da zona central do DF até o eixo Taguatinga-Ceilândia, reduzindo o tempo em que uma grande parcela da população passa no trânsito. Já a ampliação da via L4 Norte não apenas permite uma ligação fácil entre as Asas Sul e Norte como preserva a Vila Planalto e desafoga o trânsito do centro do Plano Piloto. Mais, trata-se de obras de grande beleza plástica, que valorizam a capital dos brasileiros. Isso é qualidade de vida.
Por isso mesmo qualquer visitante fica chocado com os danos já causados pelos pichadores a essas obras. O viaduto acaba de ser aberto ao tráfego. A L4 sequer foi inaugurada. No entanto, lá estão as marcas dos delinqüentes.
Afirma-se que as pichações constituem mais do que uma doença mental. São os sintomas de uma doença social. Parte de sociólogos a suposição de que elas emitem um apelo desesperado, algo como ''pelo amor de Deus, prestem atenção em mim'', partido de elementos frustrados pela anomia das comunidades modernas e pela sua incapacidade para nelas inserir-se adequadamente. Pode ser.
Nem por isso as pichações deixam de constituir um delito, definido e punido pela legislação brasileira. Frustração, anomia ou falta de inserção não justificam que se deixe de reconhecê-las como uma agressão à sociedade. E muito menos de puni-las.
O Distrito Federal já registrou diversas iniciativas destinadas a encontrar uma saída para esse problema, como o programa Picasso não Pichava. Elas alcançaram algum êxito, mas as pichações permanecem.
Em tempos como os atuais, com os mais variados e eficientes sistemas de vigilância, não há razão para omissão a fiscalizar a coisa pública ou para demora ao identificar os responsáveis. Só punições drásticas e sumárias, respeitada a legislação, pode evitar que a população seja agredida.
19.8.05
e eu sem querer tinha publicado esse post estúpido aí embaixo no blog de clipping do Movimento Passe Livre.
dup
(consideração feita assistindo noticiário na TV)
Alguns desses judeus fundamentalistas e ultranacionalistas infiltrados em Gaza são GATOS.
uh baby, agora só de tefillin
15.8.05
14.8.05
12.8.05
Puxa, sabia que a segunda e a terceira maiores universidades públicas do Brasil em número de matrículas são, respectivamente, a Estadual do Piauí e a Estadual de Goiás?
Quem diria, não é mesmo? Depois da USP, o PIAUÍ.
Sim, eu tenho plena cosciência de que são cinco pras dez de uma sexta à noite e eu estou me divertindo com o Censo da Educação Superior 2003 do INEP. Me deixa.
11.8.05
10.8.05
Sem essa de "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", que isso é coisa de homossexual francês. As pessoas às vezes caem fora e ninguém tem responsabilidade nenhuma sobre você, baby. (Pensar isso costumava te fazer feliz.) E, no mais, não é pra sempre e a gente ainda se vê por aí, não é mesmo? Qualquer dia desses. Então até. Sentirei saudades.
A palhaçada de se deixar cativar.



