30.6.05



Creative Commies




É velha, mas...

Bill Gates falando em entrevista sobre a questão da propriedade intelectual:


Q: In recent years, there's been a lot of people clamoring to reform and restrict intellectual-property rights. It started out with just a few people, but now there are a bunch of advocates saying, "We've got to look at patents, we've got to look at copyrights." What's driving this, and do you think intellectual-property laws need to be reformed?

A: No, I'd say that of the world's economies, there's more that believe in intellectual property today than ever. There are fewer communists in the world today than there were. There are some new modern-day sort of communists who want to get rid of the incentive for musicians and moviemakers and software makers under various guises. They don't think that those incentives should exist.

And this debate will always be there. I'd be the first to say that the patent system can always be tuned--including the U.S. patent system. There are some goals to cap some reform elements. But the idea that the United States has led in creating companies, creating jobs, because we've had the best intellectual-property system--there's no doubt about that in my mind, and when people say they want to be the most competitive economy, they've got to have the incentive system. Intellectual property is the incentive system for the products of the future.


[do Boing Boing]



Tentando aqui entender se há diferença entre Creative Commons e Copyleft.
O CC me parece só uma adaptação da GPL a trabalhos intelectuais em geral, não só softwares.
Me parece bem bacana, também.
Seguirei pesquisando.

Mas não agora, que eu tenho Tarefas Mínimas e Complementares esperando.

28.6.05



OS PRÓXIMOS DIAS SERÃO MUITO BONS


Mostra Punk 30 Anos no CCBB, de 5 a 17 de Julho


O que eu quero ver:

BLANK GENERATION
(dir. Amos Poe, 1976, EUA, 55 min.)
Documentário que reúne a nata da cena punk / new wave de Nova York. Filmado entre 1975 e 1976, traz entrevistas e trechos de shows no CBGB's de bandas como Television, Blondie, Ramones, Talking Heads e Patti Smith, entre outros.

JUBILEE
(dir. Derek Jarman, 1977, Reino Unido, 104 min.)
Fantasia punk de um futuro pós-apocalíptico numa Inglaterra moribunda. A rainha está morta, o palácio de Buckingham é um estúdio de gravação e os policiais transam entre si quando não estão quebrando cabeças de jovens. 16mm

PUNK IN LONDON
(dir. Wolfgang Buld, 1977, Reino Unido / Alemanha, 90 min.)
Documentário filmado durante o outono 1977 por uma equipe de TV alemã, época em que o movimento punk era uma obsessão nacional e um negócio muito lucrativo para a indústria fonográfica. Inclui trechos de shows e entrevistas com bandas como The Clash, Jam, X-Ray Spex, The Adverts e Subway Sect, entre outras. DVD

PUNKS
(dir. Sarah Yakhni e Alberto Gieco, 1984, Brasil, 40 min.)
O movimento punk em São Paulo é enfocado neste documentário a partir da trajetória de um grupo de jovens. Por meio de suas idéias, músicas e depoimentos, constrói um retrato desta forma de expressão urbana. 16mm

ROCK’N’ROLL HIGH SCHOOL
(dir. Jerry Zucker e Allan Arkush, 1979, EUA, 93 min.)
Um grupo de estudantes roqueiros, com a ajuda dos Ramones, decide se rebelar contra a diretora autoritária, causando muita confusão na escola.

RUDE BOY
(dir. Jack Hazan e David Mingay, 1980, Reino Unido, 127 min.)
Documentário que, através da perspectiva do punk Ray, mostra o caos social que varreu a Inglaterra conservadora de Margareth Tatcher. Desempregado, Ray acaba se tornando roadie do The Clash durante a turnê de 1977-78. DVD

SUBURBIA
(dir. Penelope Spheeris, 1983, EUA, 94 min.)
Grupo de jovens se rebela contra suas famílias e luta por uma sociedade mais justa e anárquica. No entanto vêem seus sonhos desmoronarem quando uma tragédia acontece. Participação de bandas punks americanas como T.S.O.L., Vandals e D.I. DVD



O COMEÇO DO FIM DO MUNDO
( 1982, Brasil, 100 min)
Imagens dos dois dias do Festival que aconteceu no SESC Pompéia e marcou a chegada do movimento punk vindo do ABC ao centro de São Paulo. Shows de bandas como Inocentes, Cólera, Ratos de Porão entre outros, além de imagens de bastidores, depoimentos de público, brigas e intervenção da polícia.

DEAD KENNEDYS
Cenas raríssimas da gravação do histórico EP da banda “In God We Trust Inc”, seguidas de trechos de shows filmados entre 1979 e 1986.

THE JAM
Especiais para a TV, trechos de shows e vídeos promocionais da influente banda inglesa cuja música levou o punk para um outro patamar.

RAMONES
Copilação de videos promocionais dessa importante e influente banda de Nova York, uma das mais importantes da cena punk.



Vão ser as melhores férias da história!

24.6.05



mp3 com chiado de vinil! foda!


(ouvindo Dooley Wilson - As Time Goes By.
Play it once, Sam, for old times' sake. Play it, Sam. Play 'As Time Goes By.')
Da carta do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) à sociedade civil nacional e internacional, escrita pelo Subcomandante Marcos:


(...) Dissemos-lhe a você que tentaríamos a via do diálogo e a negociação para conseguir nossas demandas. Dissemos-lhe que nos esforçaríamos na luta pacífica. Dissemos-lhe que nos concentraríamos na luta indígena. E assim foi. Não o enganamos. (...) Agora estamos consultando nosso coração para ver se vamos dizer e fazer outra coisa. Se a maioria diz que sim, pois vamos fazer tudo possível para cumprir. Tudo, até morrer se é preciso. Não queremos parecer dramáticos. Dizemo-o nada mais para que fique claro até onde estamos dispostos a chegar. (...) Talvez alguém recorde que, há seis meses, começamos com isso de "falta o que falta". Pois bem, como é evidente, chegou a hora de decidir se vamos caminhar para encontrar isso que falta. Encontrar não, construir. Sim, construir "outra coisa". (...) Aclaramos desde agora, para acabar com as especulações, que esta "outra coisa" não implica nenhuma ação militar ofensiva por parte nossa. Não estamos, por nossa parte, planejando nem consultando o reinício dos combates militares ofensivos. (...)


Expectativa.

17.6.05



    (...) tara, em sentido próprio, é o recipiente, o envoltório que contém determinado gênero, produto ou mercadoria; é, enfim, a diferença entre o peso líquido e o peso bruto. Assim, se na feira compramos uma caixa de uvas, tara é a caixa; taradas são as uvas.
      Como foi possível daí terem surgido os termos tara e tarado, no sentido que mais hoje se empregam?
      Conta-se que um rapaz teria certa vez atacado e matado três lindas garotas para satisfazer seus instintos sexuais. Descoberto o crime, seu autor foi condenado à morte por enforcamento. Chegado o dia da execução, o algoz deparou com um problema: o rapaz estava tão magro, tão raquítico, que fatalmente não teria morte instantânea, como é desejo de todos os algozes generosos. Não teve dúvida, então, em amarrar uma barra de ferro ao peito do rapaz, para que não ficasse agonizante por muito tempo.
      Cumprida a sentença, quiseram - por mera curiosidade - saber o peso do rapaz. Descontou-se, assim, o peso da barra de ferro (que era a tara) e se obteve o peso do morto (que era o tarado).
     Daí por diante - dizem - os termos começaram a circular já com sentido figurado: tara (fúria sexual; desequilíbrio), tarado (furioso sexual; desequilibrado).
      Só não sabemos se isso é mera estória ou se é mesmo pura história...



(do livro Não Erre Mais! de Luiz Antonio Sacconi)

15.6.05



Eu quero.



[Boing Boing]


Usa Firefox? Já reparou no Firefox Crew Picks ali nos Favoritos? Tem links bacanas lá, dá uma olhada. O Boing Boing é um deles, linking blog coletivo à la memepool que eu desconhecia.

13.6.05



Gay robot sex

by Rancid_Pickle


There can be no gay robot sex.

First off, a robot is a mechanoid that follows programming. If someone put a phallus on a robot and had a corresponding orifice on another, then programmed them to insert the phallus into the orifice repeatedly, the robots would do such with no feeling. It would be as sexual as a conveyer belt moving boxes of paper plates to the warehouse. They'd follow the programming, just as if the action were a piston in a motor.

What if we developed Artificial Intelligence? Still, no gay robot sex. They may think, but they'd still lack the emotion and humanity that brings two separate beings together. Sexuality would be a sub-processed emulation routine. Should AI develop further, it would do so in an efficient manner. Sex is not important when you can build a miniature replica of yourself using parts and tools.




Nerds com muito tempo sobrando. Algumas coisas extremamente divertidas no meio.



Update
Apesar de, segundo o E2, sexo homossexual entre robôs ser impossível, eles existem: Gay Robots.

10.6.05



The smell of downloads in the morning

Há um tempão atrás, tinha um arquivo RealAudio disponível no site do Superchunk: Bye Bye Kittycat. Começava de um jeito engraçado, um cara falando I've never ever kissed a man before, but I did it in San Francisco tonight. And I think I'm in love! Daí vinha uma pérola pop rock (power pop?) do tipo que mais me agrada: guitarras, pegada punk, refrão grudento e potencial pra hit. A música era um cover e não tinha em versão mp3 em nenhum site ou peer-to-peer. Na página de downloads do Superchunk não era dito qual o nome da banda original nem absolutamente nada sobre a origem da faixa, gravada ao vivo em um show. Passei um tempão procurando saber mais sobre a origem da música, mas o tempo passou e eu acabei esquecendo.

Um belo dia, há umas semanas atrás, lembrei desse mistério e fui fazer mais uma tentativa no Google. Sucesso! A banda é The Mice, um grupo meio obscuro de Cleveland, que gravou algumas coisas nos anos 80 e logo se separou. Descobri também que, recentemente, foi lançado um cedê juntando um EP só lançado no Reino Unido e o segundo álbum inédito dos caras, For Almost Ever Scooter é o nome do cedê.

Ouvi as duas mp3s disponíveis no site da Scat Records, o selo independente responsável pelo lançamento. Fodidas. Fui procurar o disco inteiro no SoulSeek, nada. Nem uma faixa sequer do Mice. Botei na Wishlist do programa. E ontem, finalmente, apareceu. The Mice - Bye Bye Kittycat.mp3. E não só ela, como o disco todo. Fera, diga-se.

Descobri também que agora no site do Superchunk o arquivo RealAudio continua disponível, com uma explicaçãozinha sobre sua origem e tudo: A song by a band from Cleveland, circa 1985, called the Mice. Recorded in San Francisco, Oct of 1997. Our tech Jim Norton had just kissed Mr. Wilbur. Resolvido até o mistério do cara que tinha acabado de beijar outro cara (Mr. Wilbur é Jim Wilbur, guitarrista do Superchunk).

Final feliz. Downloads são do caralho. All hail SoulSeek.

O motivo desse post: baixa as duas mp3 do Mice no link ali em cima. Mice é foda.

7.6.05



Já notaram a semelhança entre Eu Queria Morar em Beverly Hills do Wander Wildner (do cedê Buenos Dias! de 99) e Beverly Hills, a música nova de trabalho do Weezer (do recém-lançado make believe)?



O Wander:

Eu queria morar em Beverly Hills numa mansão de 1 milhão e 500 mil
Ter limusine, piscina e telefone celular,
Limpar a bunda com dólar e arrotar caviar
Eu queria ser amigo de Kelly, Brandon, Brenda e Donna
Ser o vizinho de Daryl Hanna pra brechar sua bundona



O Rivers Cuomo:

Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills

(...)

I wanna live a life like that
I wanna be just like a king
Take my picture by the pool
'cause I'm the next big thing

Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills





Update

Corrigiu-me o Moskito na comunidade do Wander Wildner no Orkut: A original de Eu queria morar em Beverly Hills não é do Wander. É da banda PAULO FRANCIS FOI PRO CÉU, de Recife. O Moskito, além de ser um BLOGSTAR, tem um site sobre o WW e uma banda engraçadinha.

3.6.05





trenches full of poets