24.6.05

Da carta do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) à sociedade civil nacional e internacional, escrita pelo Subcomandante Marcos:


(...) Dissemos-lhe a você que tentaríamos a via do diálogo e a negociação para conseguir nossas demandas. Dissemos-lhe que nos esforçaríamos na luta pacífica. Dissemos-lhe que nos concentraríamos na luta indígena. E assim foi. Não o enganamos. (...) Agora estamos consultando nosso coração para ver se vamos dizer e fazer outra coisa. Se a maioria diz que sim, pois vamos fazer tudo possível para cumprir. Tudo, até morrer se é preciso. Não queremos parecer dramáticos. Dizemo-o nada mais para que fique claro até onde estamos dispostos a chegar. (...) Talvez alguém recorde que, há seis meses, começamos com isso de "falta o que falta". Pois bem, como é evidente, chegou a hora de decidir se vamos caminhar para encontrar isso que falta. Encontrar não, construir. Sim, construir "outra coisa". (...) Aclaramos desde agora, para acabar com as especulações, que esta "outra coisa" não implica nenhuma ação militar ofensiva por parte nossa. Não estamos, por nossa parte, planejando nem consultando o reinício dos combates militares ofensivos. (...)


Expectativa.