Morreu o Will Eisner esse dia 3. Esquisito. Nunca tinha lido muita coisa do Eisner, só o absolutamente genial O Edifício, o Um Sinal do Espaço e alguns Spirit, mas nas últimas semanas tinha comprado uma porrada de Spirits velhos, como disse aqui no blog. E ontem, coincidentemente, ainda sem saber da morte do sujeito, passei boa parte da tarde lendo o primeiro volume de Quadrinhos e Arte Seqüencial. Trata-se de um estudo extremamente bem escrito sobre quadrinhos, um dos poucos tratados sérios sobre o assunto. Se foi o Eisner, inventor da graphic novel e grande cara.
Já há mais tempo, mas passou também no dia 28 de dezembro do ano passado a Susan Sontag. Intelectual americana fodona, cujo Diante da dor dos outros, ensaio sobre a experiência moderna de nos relacionarmos com a tragédia e a guerra através da fotografia, foi a principal fonte de reflexão pra minha monografia sobre filmes de guerra. Mas morreu doente e velhusca, deixando uma obra intelectual extensa e relevante. Um jeito tranqüilo de morrer, creio.
As mortes ficam aqui citadas, em singela homenagem a duas pessoas extremamente bacanas.
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