31.12.04



Everybody is gonna hang out here tonight... alright
We'll pass out on the couch alright... tonight
We've got nothing better to do


(TV Party, Black Flag)


Voltar pra casa, cruzando a cidade de ônibus (eu adoro a cidade, adoro andar de ônibus). Pensando Esse ano foi uma merda, mas que fim de ano PREZA. Pensando que eu gosto dos meus amigos muito muito mais do que de televisão.



[bilhete rabiscado com letra tremida dentro de um Santa Cruz vazio, em um papelzinho com um telefone no verso, após uma noite e um dia fera de amigos álcool sofá rock'n'roll cigarros playstation2. relendo agora soa meio besta, mas foi bem de verdade quando eu escrevi. um desses momentos com sentimentos ternos a dar com pau. happy happy joy joy]
Eu sou GRANDE na Finlândia!

[o lance é o seguinte, pequeno gafanhoto, no Stumble Upon as pessoas podem avaliar positiva e negativamente sites (Thumb up ou Thumb Down), como você pode ver clicando no link alí em cima, dois stumblers finlandeses foram os primeiros a fazer uma boa avaliação deste singelo blog.]

28.12.04

25.12.04



Branca Branca Branca
Leon leon leon !

Lioni e veltri orsù marciam
noi siam l’Armata Brancaleon !

Leon leon leon leon leon
Branca Brancaleon !

Branca Branca Branca
Leon leon leon !

22.12.04



Já notaram como o James Joyce e o Robert Crumb são parecidos?

      
Joyce                       Crumb

Acabo de gastar uma quantidade pornográfica de dinheiro no sebo de gibis. Mas tudo ok, sem peso algum na consciência, afinal, o Natal está logo aí trazendo dinheiro da vovó e de Papai Noel, e agora estou devidamente carregada para as férias. Além do mais, modéstia à parte, foram belíssimas aquisições: seguindo a tentativa de completar coleção, Transmetropolitan 7, 9 e 12; Spirit 1, 2 e 3 da Abril Jovem e o 2 lançado pela General (raridade total, fiquei faceira); Batman Ano Um, que já tinha lido emprestado mas resolvi comprar por fetichismo; e Batman na Guerra de Secessão. NA GUERRA DE SECESSÃO. Fodido. Pode ser uma bosta mas a idéia é tão maluca que resolvi comprar - além disso, vi ...E o Vento Levou dia desses e estou levemente obcecada pela Guerra Civil Americana. Enfim, só relatando.

20.12.04




14.12.04



62 da FUVEST, 68 com ENEM. Nota de corte de jornalismo esse ano: 73. Nada de USP ano que vem para mim, portanto. Prova de bolsa no Anglo esse domingo, Extensivo/ Humanas/ Manhã/ Tamandaré. Voltei sentindo pena de mim por atencipação. Quem concebeu arquitetonicamente o lugar tem uma forte noção de tortura: salas sem relógio ou janelas, temperatura regulada à base de ar condicionado, sem carteiras, apenas pranchetas, o que deve sem dúvida dificultar eventuais sonecas. A máquina de café é da Nescafé. Terror. Aulas das 7 às 13h10. Seis aulas por dia, de 50 minutos cada. E eu que havia prometido a mim mesma que jamais estudaria de manhã novamente, uma vez terminado o colegial. Eu não valho nada. Ir para o cursinho de metrô todos os dias. Nada mais de Rebouças e Paulista na minha janela pela manhã. Promessa de um ano de merda pela frente.
Já olhou pra fora hoje? A lua está um sorrisão bonito de Gato de Cheshire, crescendo (diminuindo? sei lá) horizontal de baixo pra cima.

10.12.04



all my favorite people live in this box I look at every day




eu não gosto de fotos. eu não tiro fotos, eu não gosto que tirem fotos de mim e tão pouco vejo fotos dos outros. minto, eu gosto de fotos. meu problema todo é especificamente com fotos de pessoas conhecidas. odeio as pessoas posando sorridentes. odeio o fato de serem sempre os mesmos malditos anglos e as mesmas posições estúpidas, num desfile homogêneo e infinito. mesmo com o advento da câmera digital, que, por tornar a fotografia muito mais barata (tirados os custos da máquina, logicamente), permitiria um grau de experimentação muito maior, nada muda. ao invés de se deleitarem com iluminações inusitadas, ângulos originais ou algo que o valha, não!, as meninas que menstruaram ontem fazem questão de seguir tirando fotos da porra de seus pés e de seus rostos colados no de alguma amiga, ambas escancarando um sorriso.

toda essa rabugice cai por terra quando se encontra uma foto como essa aí em cima. ainda era o Real. deve ser primeiro ano, 2002, da esquerda pra direita, Jordani de perfil, braço e cabelo da Mariana, Fernando, Salem, Mateus e eu. Fernando (com um monte de cabelo!) devia estar na mesa porque era amigo do Mateus. Mariana, porque era namorada do Fernando. o Jordani e a Moara andavam indo pro bar direto comigo e o Salem. o Salem também tinha muito mais cabelo. no caderno, o Mateus deve estar anotando uma das listas infinitas de nomes pra alguma das bandas conceituais dele, do Salem, e do Caio, uma dessas bandas que nunca chegaram a existir ou que, depois de semanas atrás de um nome perfeito, acabaram com nomes terríveis como Shoot the Poodle. eu ainda uso essa mesma camiseta e a saia e a meia e o óculos e fumo a mesma marca e bebo cerveja, mas agora é o Toldo. e o Fernando não é mais só o amigo do Mateus, muito menos a Mariana é só a namorada do Fernando, amigo do Mateus, o Jordani quase não aparece mais, o Salem está em exílio voluntário em frente a sua tevê, o Mateus está aparentemente casado e desaparecido.

um dos últimos trabalhos que fiz pro Equipe foi sobre o Murilo Mendes, pra Literatura. era sobre o Idade do Serrote, livro de memórias da infância do cara. o trabalho começava citando um texto do Guilherme Weber sobre uma peça em que ele atuou, chamada Nostalgia. ele dizia que Jung ilustrou o mergulho na memória com a imagem de um homem em um quarto escuro, com paredes forradas de fotografias, munido apenas de uma pequena lanterna. se, em um quarto escuro, munida apenas de uma lanterna, o feixe de luz batesse nessa foto, eu sem dúvida alguma abriria um sorriso e desperdiçaria alguns minutos tentando ternamente lembrar do momento em que a foto foi batida. acho que esse post é meio que isso, de um jeito meio pretensioso.

4.12.04



BEARDS
they grow on you!

         

World Beard and Moustache Championships

3.12.04

2.12.04



My last post was mostly how much I love you, but ya know, this is "lust." I know you don't want to think that our bond is mostly about sex. So on the phone and in conversation I'll try to stress the love part. And here's where I'll dwell on fucking you. I can't believe the things you're capable of. I can't believe the strength of your cunt muscles and I can't believe how hard you squeeze my cock when you cum. It actually hurts, the best pain I've ever felt. I can't believe your cunt is just as tight and snug as your arse. I can't believe how much you loved me fucking your arse, and how you nonchalantly mentioned I'll have to repeat it "once a week... at least." I can't believe the things you like to do for and with me. Oops, talking love again. Sorry. it's just that to me it's all one thing: you. Last week when you had food poisoning I held you and felt you shake, and a wave of love hit me like a tidal wave; it reminded me how much I need you. But damn, girl, even sick as a dog I would have fucked you right then and there.

Not proud - anonymous online confessions.


ando achando essas informações íntimas e aleatórias sobre pessoas desconhecidas tipo as fotos do Found Photos e as confissões desse Not Proud extremamente belas. poéticas até.