30.7.04

[os dois perfis que seguem são do blog do Alexandre Inagaki]

- José Mojica Marins, 68, é cineasta. Diretor de títulos como "Sexo e Sangue na Trilha do Tesouro", "Como Consolar Viúvas" e "24 Horas de Sexo Ardente" (notabilizado por uma cena de transa entre a atriz Vânia Bournier e o pastor alemão Jack, supostamente a primeira cena de bestialismo do cinema brasileiro), Mojica Marins é um cineasta consagrado internacionalmente, graças aos filmes de terror estrelados pelo seu personagem Zé do Caixão, Mojica Marins promete exorcizar as forças negativas da cidade caso seja eleito. Não é a primeira vez que o Zé do Caixão tenta ingressar na política, conforme prova a imagem à esquerda, reprodução de um santinho da campanha de 1982 [se quiser ver a tal imagem, vá ao blog do moço]. Na época, muitos de seus votos foram anulados por fiscais que julgavam que o seu nome na cédula eleitoral não passava de um trote a la Cacareco [o rinoceronte que recebeu cerca de 100 mil votos para vereador em São Paulo nas eleições de 1959]. Neste ano Marins optou por se candidatar pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), por acreditar que em um partido "nanico" terá maior liberdade para lutar por seus projetos, que incluem a criação de escolas de artes cênicas para crianças.

- Arlindo Barreto, 51, é ator e pastor batista. Nos anos 80, interpretou seu personagem mais marcante: o palhaço Bozo. Diga-se de passagem, Arlindo foi um dos cinco atores que fizeram o Bozo no SBT durante os dez anos nos quais o programa esteve no ar (de 1981 a 1991), ao lado de Wandeko Pipoca (o pioneiro), Luis Ricardo, Marcos Pajé e Décio Roberto (falecido em 1991). Depois da morte de sua mãe (a atriz Márcia de Windsor), Arlindo passou por sérios apuros: viciou-se em drogas e quase morreu. Afirma ter "encontrado Jesus" no leito de um hospital, e agora tentará se eleger vereador pelo Partido Social Liberal (PSL). Bem, ao menos possui um slogan de forte apelo: "Palhaço por palhaço, vote em um de verdade".


Votar em quem, Bozo ou Zé do Caixão?

(E, porra, PARTIDO TRABALHISTA CRISTÃO é pior do que eu tinha imaginado pro Mojica!)
How happy is the blameless Vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd.



[o link "memorable quotes" no imdb chuta traseiros!]
Je ne t'aime plus, mon amour
Je ne t'aime plus tous le jours


"Eu não te amo mais todos os dias" é bonito. O verso, digo.

28.7.04

These Biorhythm Interpretations are for the CURRENT day, July 28, 2004

* You have survived for 6286 days *

***** Interpretation of your Primary Biorhythm Cycles *****

You are in the High phase of your Physical cycle
- You have lots of energy
- You are stronger than normal
- Your coordination is better
* This cycle is moving downward

Your Emotional cycle is in it's Critical phase
- You are likely to lose your temper
- You can become upset easily
* This cycle is moving downward

Critical is the phase of your Intellectual cycle
- You easily make errors in judgement
- You are apt to get confused
* This cycle is moving downward

***** Interpretation of your Secondary Pulses *****

Your Passion pulse's forces are synchronous
- You are very affectionate
- You can easily be seduced
* This pulse is in the high zone

Your Wisdom pulse's forces are synchronous
- You can't quite grasp the idea
- Common sense barely escapes you
* This pulse is in the critical zone

Your Mastery pulse's forces are synchronous
- The Force is with you
- You easily influence others
* This pulse is in the high zone

25.7.04



Harvie Krumpet é o nome. Adorável!

E aqui há links para os três primeiros curtas animados do Adam Elliot - a animação é muito mais pobre do que em Krumpet mas são filmes bem legais, mesmo assim.

I am Jack's inflamed sense of rejection

19.7.04



Não basta pedir um autógrafo, muito menos (não somos tietes comuns) tocar a fímbria da manga de sua camisa. Precisamos, urgentemente, falar com nosso escritor. Fazer que ele conheça a riqueza de nossa vida interior, que se apaixone pelo que temos a dizer. Parece impossível que o autor das palavras que nos dizem respeito não se identifique conosco. Não resisti quando Ian Mc Ewan passou perto de mim: disponível? Fui me apresentar a ele, excuse-me Mr. Mac Ewan, let me just say... (I love you?...) just say hello, I like your books, all of them. Thank you disse ele, polido como um inglês - e nada mais. Não há nada a dizer ao escritor de nossa preferência, nada que ele já não tenha escutado mil vezes...

Exatamente, dona Maria Rita Kehl, exatamente.

18.7.04



il m'a incité à découvrir le jazz et le charme violent des armées victorieuses

Tentei passar de volta pro francês com o tradutor do Google. Ouvi essa frase no Um Herói Muito Discreto (filme com o Mathieu Kassovitz - gato pra cacete, excelente nariz - sobre esse cara que, após o término da Segunda Guerra, finge ter sido um herói da Resistência Francesa), numa cena em que um amigo gay dele conta através de uma carta que está apaixonado por um soldado. Copiei na mão a legenda: Ele me fez descobrir o jazz e o charme violento dos exércitos vitoriosos. Bonito.

Esse filme aliás tem uma cena que eu acho sexy pra burro. Na verdade, dificilmente há algo de SEXUAL nela, mas de qualquer maneira.. O Mathieu Kassovitz acaba de revelar pra Resistência que ele é uma farsa (oh, contei o final! ninguém vai ver o filme mesmo, então foda-se), daí entra no quarto onde a mulher dele está dormindo e abraça ela forte por trás, segurando um dos peitos dela com a mão. E é só isso. Depois ele começa a chorar, ela se vira e yadda yadda, a cena segue. Só essa seqüência dele abraçando ela forte por trás, de um jeito extremamente MASCULINO. É foda.

E, opa, este vai ser o único post com algum esboço de INTIMIDADE das próximas décadas. Aproveitem.
I felt more alone that week than any. Sometimes I'd feel a body lying next to me like an amputee feels a phantom limb.


do Anti-Herói Americano.
boas frases, como as amo!

12.7.04



Eu sei que quase ninguém se interessa pelo tema da minha monografia (filmes de guerra), mas pesquisando pro primeiro capítulo, no qual faço um panorama geral da transformação da relação do homem com a guerra, através da cultura - do texto às telas -, achei um troço que me deixou tão faceira que resolvi compartilhar: um site da Biblioteca do Congresso Americano com filmes curtos (de vinte e pouco segundos a quatro minutos), filmados entre 1898 e 1901, em Cuba e nas Filipinas, durante a Guerra Hispano-Americana e a Revolução Filipina e algumas reconstituições de batalhas filmadas nos EUA. Porra, são simplesmente os primeiros filmes de guerra da história! Grande parte deles feita pela empresa do Thomas Edson. o THOMAS EDSON. Assisti com lagriminhas no olhos. Fez meu dia.

All hail Internet!

10.7.04

er.. 28 pontos nisso aqui.

[via Mojo]