Não basta pedir um autógrafo, muito menos (não somos tietes comuns) tocar a fímbria da manga de sua camisa. Precisamos, urgentemente, falar com nosso escritor. Fazer que ele conheça a riqueza de nossa vida interior, que se apaixone pelo que temos a dizer. Parece impossível que o autor das palavras que nos dizem respeito não se identifique conosco. Não resisti quando Ian Mc Ewan passou perto de mim: disponível? Fui me apresentar a ele, excuse-me Mr. Mac Ewan, let me just say... (I love you?...) just say hello, I like your books, all of them. Thank you disse ele, polido como um inglês - e nada mais. Não há nada a dizer ao escritor de nossa preferência, nada que ele já não tenha escutado mil vezes...
Exatamente, dona Maria Rita Kehl, exatamente.
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