30.11.08

minhas três matérias de radiojornalismo em conjunto dizem tanto sobre quem eu sou que podiam ser meu About me do Orkut.


Matéria 1: Conversa com Angeli, Laerte, Rafael Coutinho e Joca Reiners Terron na Balada Literária

Matéria 2: Lista de membros do partido neo-nazista britânico se torna pública através do Wikileaks

Matéria 3: Resenha de Mamma Mia! (Dica de compra de Natal)

28.11.08

A quem interessar possa: acabo de comprar o Mortos Incômodos, romance policial do Subcomandante Marcos em parceria com um outro autor, por R$9,90 na banca da Paulista em frente ao Conjunto Nacional. (Tá R$37,50 na Livraria Cultura, pra se ter uma idéia da pechincha.)

Pra quem gosta dos beats, também tá a venda por R$9,90 o ótimo Quando eu era o tal, do Sam Kashner, sobre a experiência dele como aluno de poesia dos beatniks na Jack Kerouac School. (Tá R$39,90 na Cultura. Eu paguei tipo isso há dois anos atrás na Livraria da Edusp. Ódio.)

23.11.08

Rita Kohl estava falando pra Amanda de sua falta de conhecimento em teoria literária. E disse que na Letras até tem essas matérias de introdução, mas que não lhe introduziram picas.

20.11.08

olhando aqui minha evolução no curso e a grade curricular do curso de jornalismo, cheguei à seguinte conclusão: me formo em 2010. pelos meus cálculos, vou precisar de um semestre a mais pra fazer os 11 créditos de optativa que me faltarão. então em vez de me formar em julho, como previsto, me formo em dezembro.

daí acho que, né, fazer outra graduação. que nessa aí não aprendi porra nenhuma, nem devo aprender nos próximos 2 anos. então 2010 prestar Fuvest, provavelmente fazer Sociais. issaê.
DIA 23 – DOMINGO

14h30 — LIVRARIA DA VILA

JOCA REINERS TERRON conversa com ANGELI, LAERTE e RAFAEL GRAMPÁ.

O escritor cuiabano JOCA REINERS TERRON conversa com os quadrinistas ANGELI, LAERTE e RAFAEL GRAMPÁ.




IREI. mas assim, IREI PRA CARALHO. tô lá já, praticamente.

e comerei torta de ameixa na loja natureba em frente à livraria. melhor torta da vida, não como há anos.

18.11.08

mas esse mundo é muito esquisito ou Eles estão se eforçando cada vez mais para dar coerência e linearidade ao roteiro.

hoje o pai de um dos melhores amigos da minha irmã morreu. ela foi lá dar uma força pro amigo.

quando vi minha irmã saindo, lembrei na hora da mãe do Mateus, e de como a morte dela foi marcante pra mim. e pensei em como não via o Mateus faz um tempão. isso foi no começo da noite.

daí agora há pouco fui colocar meu celular pra carregar, que ele estava sem bateria desde o fim da tarde, e tava lá: 3 ligações perdidas do Mateus e uma mensagem de voz, chamando pro show do Black Lips no sábado.

fiquei feliz feliz, e achando esse mundo muito maluco e cheio das coincidências.

14.11.08

a versão em inglês de "Minha Menina" dos Mutantes é muito "ela é o meu chuchu".
Spun. que filme estranho.

cheguei em casa ontem meio bêbada pós Quinta i Breja com a queriiiida Helena. peguei coisas pra comer e fui pra frente da TV. queria ver um pouco de algum filme começado e ir dormir, mas daí peguei esse começando e era filme sobre dogras (e eu gosto de filmes sobre dogras, mesmo que a coisa mais forte que eu tenha usado ultimamente seja cerveja) e tinha o Jason Shwartzman e o Mickey Rourke e o guri do Quase Famosos.

e isso no Telecine Action que notoriamente só passa merda (eu dormi no meio do filme e quando acordei tava passando um desses filmes pornô com loiras siliconadas trash, que a moça fica dando pro umbigo do rapaz).

mas voltando ao Spun: speed freaks já me pareciam tremendamente insuportáveis no Mate-me Por Favor. ver eles em filme dá desejos homicidas. mas o filme pareceu bem interessante nos 30 ou 40 minutos que eu fiquei acordada. pena que não vai passar de novo na TV esse mês.

talvez eu baixe, agora que descobri o mundo mágico do torrent. ruim é que meu computador tem tipo 20 giga disponíveis, então tenho que baixar, ver e deletar. uma tristeza..

12.11.08

clica pra aumentar, baby.


da infinita série "grandes momentos da conversa de mulherzinha":



conclusão esperançosa = nenhum cara é o homem da sua vida.



(...) quem sabe desencanando isso realmente acontece (num dia em que eu não tenha raspado a perna e esteja de sutiã bege, que todo mundo sabe que é isso que acontece com as meninas solteiras).
Meu trabalho de Telejornalismo tá amaldiçoado.

Primeiro eu perdi o papel com os nomes dos entrevistados. Mas daí descobri um jeito de possivelmente descobrir, perguntando pra uma moça simpática que eu entrevistei, que disseram que conhece todo mundo que estava lá.

Fui passar o vídeo do mini-DVD pro meu pen drive. Botei no computador. Esse DVD está vazio. MEDA. PÂNICA.

Daí fui falar com um dos moços técnicos que acham que eu sou incrivelmente burra e conversam comigo que nem retardada. E o moço técnico me explicou que tem que finalizar o DVD na câmera pra ele poder ser lido por outros equipamentos. Finalizei, o computador leu, vi o comecinho, tudo funcionado, passei pro pen drive.

Agora baixei pro meu computador e fui dar uma olhada. Só funciona o comecinho, o resto os programas de exibição de vídeo não conseguem ler. MEDA. PÂNICA. HORRORA.

Será que o arquivo se corrompeu e eu perdi tudo?

Vai ser tipo IMPOSSÍVEL fazer de novo. E ainda falta mais uma matéria. E o Departamento de Jornalismo da USP só tá com uma câmera pra todos os alunos de três disciplinas-laboratório de vídeo.

Ó Senhor Deus do Audiovisual, não permita que o arquivo tenha se corrompido irremediavelmente. Em algum lugar (talvez no próprio DVD, que eu ainda não reformatei) tem que ser possível recuperar meu vídeo.

Por favor, por favor, por favor. Por favorzinho bonito com uma cereja por cima e marshmallow e farofinha e granulados coloridos. Sim? Por favor? Hein? HEIN?

8.11.08

América

América eu te dei tudo e agora não sou nada.
América dois dólares e vinte e sete centavos 17 de janeiro de 1956.
América não agüento mais minha própria mente.
América quando acabaremos com a guerra humana?
Vá se foder com sua bomba atômica.
Não estou legal não me encha o saco.
Não escreverei meu poema enquanto não me sentir legal.
América quando é que você será angelical?
Quando você tirará sua roupa?
Quando você se olhará através do túmulo?
Quando você merecerá seu milhão de trotskistas?
América por que suas biblioteca estão cheias de lágrimas?
América quando você mandará seus ovos para a Índia?
Eu estou cheio das suas exigências malucas.
Quando poderei entrar no supermercado e comprar o que preciso só com minha boa aparência?
América afinal eu e você é que somos perfeitos não o outro mundo.
Sua maquinaria é demais para mim.
Você me fez querer ser santo.
Deve haver algum jeito de resolver isso.
Burroughs está em Tânger acho que ele não volta mais isso é sinistro.
Estará você sendo sinistra ou isso é uma brincadeira?
Estou tentando entrar no assunto.
Eu me recuso a desistir das minhas obsessões.
América pare de me empurrar sei o que estou fazendo.
América as pétalas das ameixeiras estão caindo.
Faz meses que não leio os jornais todo dia alguém é julgado por assassinato.
América fico sentimental por causa dos Wobblies. [1]
América eu era comunista quando criança e não me arrependo.
Fumo maconha toda vez que posso.
Fico em casa dias seguidos olhando as rosas no armário.
Quando vou ao Bairro Chinês fico bêbado e nunca consigo alguém para trepar.
Eu resolvi vai haver confusão.
Você devia ter me visto lendo Marx.
Meu psicanalista acha que estou muito bem.
Não direi as Orações ao Senhor.
Eu tenho visões místicas e vibrações cósmicas.
América ainda não lhe contei o que você fez com Tio Max depois que ele voltou da Rússia.
Eu estou falando com você.
Você vai deixar que sua vida emocional seja conduzida pelo Time Magazine?
Estou obcecado pelo Time Magazine.
Eu o leio toda semana.
Sua capa me encara toda vez que passo sorrateiramente pela confeitaria da esquina.
Eu o leio no porão da Biblioteca Pública de Berkeley.
Está sempre me falando de responsabilidades. Os homens de negócios são sérios. Os produtores de cinema são sérios. Todo mundo é sério menos eu.
Passa pela minha cabeça que eu sou a América.
Estou de novo falando sozinho.

A Ásia se ergue contra mim.
Não tenho nenhuma chance de chinês.
É bom eu verificar meus recursos nacionais.
Meus recursos nacionais consistem em dois cigarros de maconha milhões de genitais uma literatura pessoal impublicável a 2000 quilômetros por hora e vinte e cinco mil hospícios.
Nem falo das minhas prisões ou dos milhões de desprivilegiados que vivem nos meus vasos de flores à luz de quinhentos sóis.
Aboli os prostíbulos da França, Tânger é o próximo lugar.
Ambiciono a Presidência apesar de ser católico.

América como poderei escrever uma litania neste seu estado de bobeira?
Continuarei como Henry Ford meus versos são tão individuais como seus carros mais ainda todos têm sexos diferentes.
América eu lhe venderei meus versos a 2.500 dólares cada com 500 de abatimento pela sua estrofe usada.
América liberte Tom Mooney. [2]
América salve os legalistas espanhóis.
América Sacco & Vanzetti não podem morrer [3]
América eu sou os garotos de Scottsboro [4]
América quando eu tinha sete anos minha mãe me levou a uma reunião da célula do Partido Comunista eles nos vendiam grão de bico um bocado por um bilhete um bilhete por um tostão e todos podiam falar todos eram angelicais e sentimentais para com os trabalhadores era tudo tão sincero você não imagina que coisa boa era o Partido em 1935 Scott Nearing era um velho formidável gente boa de verdade Mãe Bloor me fazia chorar certa vez vi Israel Amster cara a cara. Todo mundo devia ser espião. [5]
América a verdade é que você não quer ir à guerra.
América são eles os Russos malvados.
Os Russos os Russos e esses Chineses. E esses Russos.
A Rússia nos quer comer vivos. O poder da Rússia é louco. Ela quer tirar nossos carros das nossas garagens.
Ela quer pegar Chicago. Ela precisa de um Reader's Digest vermelho. Ela quer botar nossas fábricas de automóveis na Sibéria. A grande burocracia dela mandando em nossos postos de gasolina.
Isso é ruim. Ufa. Ela vai fazê os ìndio aprendê vermelho. Ela quer pretos bem grandes. Ela quer nos fazê trabalhá dezesseis horas por dia. Socorro! [6]
América tudo isso é muito sério.
América essa é a impressão que tenho quando assisto televisão.
América será que isso está certo?
É melhor eu pôr as mãos à obra.
É verdade que não quero me alistar no Exército ou girar tornos em fábricas de peças de precisão. De qualquer forma sou míope e psicopata.
América eu estou encostando meu delicado ombro à roda.
[7]


(Allen Ginsberg - Tradução e notas: Claudio Willer, em "Uivo e outros poemas", L&PM, 2006)


Notas

[1] Wobblies - corruptela de Industrial Workers of the World, o movimento operário anarco-sindicalista das primeiras décadas do século.
[2] Tom Mooney - Líder de esquerda, preso várias vezes nos anos 30 e 40.
[3] Sacco e Vanzetti - os mártires do anarquismo: militantes operários falsamente acusados de um assassinato em 1920, presos e executados na cadeira elétrica em 1927, apesar do protesto mundial.
[4] Os garotos de Scottsboro - nove garotos negros presos em 1931 no Alabama, falsamente acusados de haverem violentado uma mulher branca, originando um escândalo racista.
[5] Scott Nearing - candidato socialista à Presidência em 1919. Mãe Bloor - Elia Reever Bloor (1882-1951), líder do PC americano. Israel Amster - outro líder comunista do período que antecede a Segunda Guerra.
[6] Os parágrafos finas de América, poema coloquial, são escritos imitando a fala caipira e dos negros do sul dos Estados Unidos.
[7] meu delicado ombro - my queer shoulder, onde queer tem duplo sentido, pois quer dizer delicado, frágil, e designa o gay, a bicha, o efeminado.




Aqui dá pra ouvir o Allan Ginsberg recitando o poema numa versão anterior:




dá pra acompanhar o texto aqui. queria colocar no blog, mas a merda do site é em flash, então não dá pra dar ctrl+c ctrl+v.

7.11.08

daí eu tava dando uma limpa na minha lista de compra pra Feira do Livro, já que consegui a proeza de ficar pobre pobre de marré marré no dia de receber salário, e percebi que, assim, que eu quero mesmo e pretendo ler de fato, só sobra putaria.

tirando todos os livros teóricos que eu vou comprar e não ler (de feiras passadas ainda temos não lidos: Liberdade de Imprensa, do Marx; Comunicação digital e a construção dos commons, vários autores; e Assalto à Cultura, do Stewart Home).

considerando que da feira retrasada eu não li NENHUM livro inteiro, e da feira passada eu li até agora três de nove.

acho que é melhor ser mais contida dessa vez, né?

daí a lista ficou assim:

1) Black Hole v.2, do Charles Burns, da Conrad (único que não é putaria)
2) História do Olho, do Bataille, da Cosac Naify (reimpresso esse ano)
3) Os 120 Dias de Sodoma, do Marquês de Sade, da Iluminuras
4) M(ai)S: antologia sadomasoquista da literatura brasileira, organizada pelo Glauco Mattoso e mais um sujeito, da Annablume



Freud ficaria orgulhoso.
aliás, estava falando pro Marchesan do meu plano genial de entrevistar o Allan Sieber, o André Dahmer, o Arnaldo Branco, toda essa galere dos quadrinhos e da internê, e virar melhor amiga de todos eles.

o Marchesan falou que eu sofro de mau de Quase Famosos. e que eu devo me conformar com o fato de ser o inimigo.

eu acho que não. Thais e galere dos quadrinhos BF4E.
tive um surto consumista essa manhã.

saí da aula de quadrinhos no meio, porque o segundo seminário do dia foi sobre mangás e eu não tenho lá muito interesse por mangás, e fui pesquisar pro meu seminário, sobre quadrinhos e internet.

vai ser dividido em três aspectos: 1) grandes editoras e internet; 2) web comics independentes consagradas; 3) tirinhas amadoras. eu vou tratar do segundo tema. daí fiquei com vontade de comprar os gibis do pessoal que publica na internet. encomendei O Livro Negro de André Dahmer (R$19,90) e o Macanudo 1 (R$33) na Livraria Cultura.

saí da USP, daí lembrei que minha mãe tinha se oferecido pra me pagar uma calça jeans, porque ela considera um assinte filha dela andando com a calça rasgada (e o furo na coxa direita da minha calça preferida só faz aumentar a cada lavada, é uma tristeza). parei no Eldorado. obviamente, não achei nenhum jeans decente, mas gastei 150 paus em 4 blusinhas e um short.

eu recebi hoje. 2/5 do meu salário já se foram no 1º dia. e semana que vem tem Feira do Livro da USP. fodeu.

protect me from what I want.

4.11.08

Eu sou uma besta quadrada. Uma anta. Serião. Não tem palavras pra expressar o quão burra eu sou.

Há semanas atrás filmei minha primeira matéria em vídeo pra disciplina de Telejornalismo. Sobre o ato da Semana pela Democratização da Comunicação, que reivindicava a convocação pelo Governo Federal da I Conferência Nacional de Comunicação.

Entrevistei quatro pessoas no ato e anotei o nome delas num papel que tava no bolsinho da minha mochila.

E como eu sou completamente retardada, em algum momento devo ter achado que o papel era lixo e devo ter jogado fora.

Fato é que o papel sumiu e eu tô fodida. A matéria que já ia ficar uma merda porque eu filmo mal pra burro e porque não consegui falar mais do que uma frase pra passagem sem errar, agora vai ter entrevistados sem créditos. Ou vou ter que usar só duas das entrevistas, uma do João Brant, que eu sei o nome, outra de outra moça do Intervozes, que eu posso descobrir mostrando a imagem pra um camarada que trabalha com eles.

Putaqueopariu. Mas eu sou burra pra cacete.

1.11.08

Everybody knows that our cities were built to be destroyed