27.7.08



Da Folha de hoje, matéria de capa do Cotidiano, sobre o avanço do uso de crack na classe média:


Na cidade de São Paulo, a Secretaria da Saúde estima que 0,9% da população acima de 12 anos use a droga regularmente -cerca de 70 mil pessoas.


0,9%!!! Quase 1%! Eu suponho que esse dado esteja errado, ou então 1 em cada 100 paulistanos está on crack..

24.7.08



o Melodia é que tá ligado nos esquemas. como cês são tudo indie não sabem do que eu tô falando.
Authors on Anarchism - an Interview with Alan Moore


Entrevista do final do ano passado com o Alan Moore sobre a relação dele com o anarquismo. Bem interessante, apesar de eu achar vários argumentos dele meio bolhas (por exemplo a natureza como justificativa pro anarquismo).


[via Douglas]

18.7.08



Às vezes quando acesso meu blog de computadores públicos, eu não quero que o endereço fique registrado no browser, então entro procurando no Google por "dedo no olho".

Meu blog é o topo de página. Daí ontem reparei nos dois links seguintes:


Australiano se salva enfiando dedo em olho de tubarão

Jovem se salva enfiando o dedo no olho de jacaré


Aparentemente, dedo no olho é um golpe extremamente eficaz contra ataques de animais selvagens.
A real é que essa música que o Amarante e a Fernanda Takai cantam juntos podia ser total de alguma merda tipo Kid Abelha. Mas como é o Amarante, eu gosto.

16.7.08



It was the best of times, it was the worst of times, it was the age of wisdom, it was the age of foolishness, it was the epoch of belief, it was the epoch of incredulity, it was the season of Light, it was the season of Darkness, it was the spring of hope, it was the winter of despair

(Charles Dickens, A Tale of Two Cities)



Engraçado como às vezes uma coisa, do nada, começa a aparecer recorrentemente. Tipo o bug do meu celular, que nunca tinha dado em 3 anos de uso, e que depois que eu descobri começou a acontecer toda semana (ele trava bizarramente quando recebe uma ligação ao mesmo tempo que está enviando uma mensagem de texto). Isso acontece às vezes com nomes. De repente um nome começa a aparecer em todo lugar que se olha. Acontece com expressões, autores de livro. Tem épocas que a gente tromba com alguma coisa por todo lado.

Esse trecho do Dickens tá assim. Tinha ouvido a primeira parte da frase ("It was the best of times, it was the worst of times") na citação adaptada no começo do Epic 2015. Como já vi esse vídeo umas duzentas vezes, lembrava dela nitidamente.

Daí na apresentação da Gabriella Coleman, antropóloga e professora da NYU, no G-Popai, ela usou a citação como epígrafe de sua apresentação sobre "O Surgimento do Software Livre e de Código Aberto e a Constitução de uma Consciência Legal Hacker".

Agora à tarde vi esse trecho citado no "Noite do Oráculo", do Paul Auster.

Tá por todo lado..
Meio resfriada há dias, provável resultado de estar bebendo todo dia há semanas. Preciso fazer minha pesquisa individual. Parar de beber e ler romance. Ler coisas sérias, produzir algo. Tenho perdido o sono todas as manhãs e errado o caminho pra lugares conhecidos, enfiada em livros ou na minha própria cabeça, mais na minha própria cabeça do que em livros.

14.7.08



Como a gente nunca vai conseguir um anão com uma bateria portátil pra ir andando atrás da gente, essa é a solução perfeita.


[valeu, Luigi!]
Un Chant d'Amour is French writer Jean Genet's only film, which he directed in 1950.

[really gay movie alert]
Nunca viu Lou Reed
Walkin' on the wild side
Nem Melodia transvirado
Rezando pelo Estácio
Nunca viu Allen Ginsberg
Pagando michê na Alaska
Nem Rimbaud pelas tantas
Negociando escravas brancas

(...)

Você nunca sonhou
Ser currada por animais
Nem transou com cadáveres?
Nunca traiu teu melhor amigo
Nem quis comer a tua mãe?

Só as mães são felizes...




nunca tinha reparado na letra de Só as mães são felizes, do Cazuza. Lou Reed, Melodia, Allen Gisberg, Rimbaud, zoofilia, necrofilia e incesto, num bluezinho safado.

9.7.08



Cheguei em casa e estava procurando o jornal (não achei até agora), quando vi na bacia decorativa da mesa da sala de jantar uma notícia impressa da internet:


Estudo revela como mania de fracasso afeta o cérebro

A 'fracassomania' - convicção de que nenhuma iniciativa própria dará certo - e o pavor de falar em público podem ser muito mais do que simples traços de uma personalidade tímida, indica estudo da psiquiatra e terapeuta comportamental Maria Cecília Freitas Ferrari, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, premiado como o segundo melhor trabalho do 16º Congresso Europeu de Psiquiatria, em Nice, na França. A auto-avaliação negativa é porta de entrada do Transtorno de Ansiedade Social (TAS), neuropatologia que acomete entre 5% e 13% da população mundial - menos de 1%, porém, tem consciência de que se trata de doença.

Se não tratado, o TAS pode evoluir para casos graves de depressão, consumo de álcool e drogas. "Se a pessoa tem algum prejuízo no desempenho social, acadêmico ou profissional por dificuldade de se expor em público, ela pode sofrer de TAS, e isso tem tratamento", diz Maria Cecília. No estudo, Maria Cecília identificou um vínculo entre o TAS e uma ampliação da área da amígdala cerebral, associada às emoções, e diminuição do volume do córtex cingulado anterior, envolvido no planejamento e execução das ações.

Entre 2006 e 2007, foram realizados testes com 67 estudantes da própria USP Ribeirão, com idades entre 18 e 30 anos, divididos em três grupos. Um grupo tinha pessoas diagnosticadas com TAS. O grupo intermediário apresentava transtorno sub-clínico (com sintomas, mas sem prejuízos ao desempenho social). O terceiro não apresentava qualquer traço da doença. Os voluntários foram submetidos a ressonância magnética. As informações são do Jornal da Tarde.

(estadao.com.br)




fiquei extremamente encafifada.. por que diabos alguém da casa teria se dado ao trabalho de imprimir isso? será que mais alguém da família é um fracassômano e eu não sei?

4.7.08



Êba, semana que vem tem Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. Meu festival de cinema preferido: de graça, nas férias, pouco concorrido e nas agradáveis salas gigantescas do Memorial da América Latina (tem no CineSesc, Cinusp e Cinemateca também, mas a maior parte da programação se concentra no Memorial).

Então a programação semana que vem é G-Popai à tarde, cinema latino à noite. Acho que dá pra pegar até duas seções depois do trampo. Massa!

2.7.08



Gosto cada vez mais das pessoas que falam compulsivamente. Quando eu era mais nova tinha desprezo por gente que fala demais. Ultimamente tenho achado essas pessoas agradáveis. Você apenas fica lá ouvindo, faz uma ou outra pergunta ou comentário pra incentivar a pessoa a continuar falando, e tá feito. Muito pouco trabalhoso. Claro que isso só funciona pra pessoas INTERESSANTES que falam compulsivamente, porque, do contrário, ficar ouvindo se torna uma tortura.

Ontem encontrei um colega de escola que estudou comigo da 6ª à 8ª série. Eu estava no ônibus voltando da USP pra casa, tinha desistido de ir pro bar com o pessoal da ECA porque estava caindo de sono e com dores terríveis no corpo, por ter passado o dia anterior carregando fardos de jornais na entrega do JC. Nada mais sacal do que estar de bode no ônibus e entrar um conhecido (não amigo, mas conhecido) que queira travar conversação. Pensei Bom, pelo menos eu desço logo e mudo de ônibus. Quando eu levanto pra descer, o cara pergunta Você vai pegar o Jd. Miriam? Eu vou junto! Afff.

Mas daí não é que foi agradável? Ele foi contando várias anedotas da tragicômica passagem dele pela Letras (agora tá se transferindo pra Sociais) e outros episódios engraçados dos últimos anos em que não nos vimos. Foi bem bacana, apesar da minha dificuldade em interagir com a conversa.

Eu gosto de pessoas que falam compulsivamente e me entretêm.