2.7.08



Gosto cada vez mais das pessoas que falam compulsivamente. Quando eu era mais nova tinha desprezo por gente que fala demais. Ultimamente tenho achado essas pessoas agradáveis. Você apenas fica lá ouvindo, faz uma ou outra pergunta ou comentário pra incentivar a pessoa a continuar falando, e tá feito. Muito pouco trabalhoso. Claro que isso só funciona pra pessoas INTERESSANTES que falam compulsivamente, porque, do contrário, ficar ouvindo se torna uma tortura.

Ontem encontrei um colega de escola que estudou comigo da 6ª à 8ª série. Eu estava no ônibus voltando da USP pra casa, tinha desistido de ir pro bar com o pessoal da ECA porque estava caindo de sono e com dores terríveis no corpo, por ter passado o dia anterior carregando fardos de jornais na entrega do JC. Nada mais sacal do que estar de bode no ônibus e entrar um conhecido (não amigo, mas conhecido) que queira travar conversação. Pensei Bom, pelo menos eu desço logo e mudo de ônibus. Quando eu levanto pra descer, o cara pergunta Você vai pegar o Jd. Miriam? Eu vou junto! Afff.

Mas daí não é que foi agradável? Ele foi contando várias anedotas da tragicômica passagem dele pela Letras (agora tá se transferindo pra Sociais) e outros episódios engraçados dos últimos anos em que não nos vimos. Foi bem bacana, apesar da minha dificuldade em interagir com a conversa.

Eu gosto de pessoas que falam compulsivamente e me entretêm.