2.10.07



Jornalismo é hoje uma profissão decente, abençoada por Deus e regulada por lei. Quando chega à redação, o jovem profissional de hoje leva na sua mochila quatro anos de universidade. Interagiu com estudantes e professores, da sua e de outras escolas. Estudou inglês, atuou na política estudantil, xingou o Governo, fungou e cheirou as coisas da moda, namorou, badalou, curtiu e vivenciou - coletivamente, com gente da sua idade e sua ambição - o mundo e o seu tempo. Chega à redação com um mínimo de crítica, de aprendizado e de informação, com reforçado amor-próprio e autoconfiança.



O sindicato da minha categoria é engraçado.


[esse trecho está na Apresentação, escrita pela Diretoria de março de 1997 - que era do mesmo grupo político que dirige o sindicato ainda hoje -, ao livro "Jornalistas: 1937 a 1997: história da imprensa de São Paulo vista pelos que batalham laudas (terminais), câmeras e microfones", do José Hamilton Ribeiro - livro muito gostoso de ler, aliás]