30.6.06



conta de bar de 180 paus + 51 no estacionamento do Pão de Açúcar + 8 pessoas num quarto de motel na Rodovia do Amor + 2 viaturas e 4 gambés = UMA QUINTA-FEIRA MEMORÁVEL

29.6.06



Quando eu conhecer alguém que fique sexy dizendo "Me beija, meu bem, me beija, enquanto eu bebo um barril de cerveja", chamarei-o de Marido.

27.6.06



Eu tenho uma bolsa de iniciação científica!

ÊÊÊÊÊ
Cynar é o Rappa engarrafado.

                   (Marcelo Montenegro)



[via Marião]

25.6.06

24.6.06



CINEMA: FILME DE GUY DEBORD TEM SESSÃO GRÁTIS

O Cinesesc (r. Augusta, 2.075, Cerqueira César, tel. 0/xx/11/ 3082-0213) exibe amanhã, às 11h, o filme "A Sociedade do Espetáculo" (1973), de Guy Debord (1931-1994), com entrada franca. Os ingressos devem ser retirados meia hora antes da sessão, que será seguida de debate com o pesquisador Jorge Paiva, do Instituto Filosofia da Práxis, e com o professor Rubens Machado, da Escola de Comunicações e Artes da USP.



da Folha de São Paulo

23.6.06



Eis porque não me meto a escrever resenhas:


Ah, mortality. Remember when you first heard Superchunk? Years ago, wasn't it? Yeah, you were just a naive little punk back in those days. For some of us it was longer ago than others. Personally, my first experience with the band was Here's Where the Strings Come In. You've probably been listening to 'em since 1990, ya indie rocker. You were into them before it was cool, man! Just a little high schooler at the time, or maybe even a junior high school if you were super-hip. Brag all you want, but where in the fuck did that time go? You're old! And if you think you feel bad, imagine being in Superchunk. I mean, it's not that seem old now-- they don't, really. But I'd venture a guess that they've passed the 30 mark.


Porque tem gente que faz muito melhor!


(Resenha do Ryan Schreiber sobre o Come Pick Me Up do Superchunk, no Pitchfork)
Andei ouvindo de novo, inteiros, os Discos Que Marcaram Minha Vida. E, puta, eles ainda me fazem estupidamente feliz.

São os discos que eu gostava quando tinha uns doze anos, os discos que definiram meu gosto musical e que são meus preferidos até hoje.

Quando eu tinha doze anos eu comecei a gostar do rock'n'roll que eu gosto hoje, fiquei menstruada pela primeira vez e beijei meu primeiro garoto (de quem eu tento, tento, mas não consigo lembrar o nome de jeito algum). Eu não tinha muitos amigos e gastava meu tempo lendo e conhecendo bandas novas. Era 1999 e eu ouvia o Garagem e lia o CardosOnline e minha prima me mostrava bandas desconhecidas, pelas quais eu me apaixonava fodidamente, de um jeito que é bem raro de acontecer hoje (aconteceu com Fugazi).

Those were the days.


Eis os Discos Que Marcaram Minha Vida (alguns deles, pelo menos):


- EEVIAC - Man or Astro-man?
- Terror Twilight - Pavement
- I Can Hear the Heart Beating as One - Yo La Tengo
- Here's Where the Strings Come In - Superchunk
- Weezer (Blue Album)
- Carnaval na Obra - Mundo Livre S.A.


Eles não são os melhores discos da história. Alguns deles não são nem os melhores de suas respectivas bandas (do Pavement eu prefiro o Brighten the Corners, do Mundo Livre, o Guentando a Ôia). Mas eu não consigo deixar de gostar deles mais do que gosto da maior parte do resto do mundo.


[eu tinha começado a escrever as anedotas de como cada um desses discos se tornou estupidamente querido, mas fiquei com preguiça no meio]

22.6.06



Olha como eu danço num pé só!

21.6.06



But you can still come around,
In fact I invite you down,
Maybe together we can wipe that smile off your face.

20.6.06



"Com quantas pessoas você já fez sexo?"

"Umas cem"

"...!"

"Umas duzentas, se pá"

"...!"

"Quer dizer, o que você quer dizer com 'sexo'?"

"Penetração"

"Umas cinqüenta, então. Por aí"



OH...MY...GOD

Qualquer gato vira-lata tem uma vida sexual mais sadia que a nossa.

18.6.06



Se um poeta pedisse ao Estado o direito de ter alguns burgueses em sua cavalariça, haveria grande espanto, ao passo que, se um burguês pedisse poeta assado, todos achariam isto muito natural.

(Baudelaire. Meu coração desnudado)


Acordei às quatro essa madrugada e reli o Meu coração desnudado. Continuo gostando bastante dele. Gosto muito também do quadro do Munch na capa: Madona. Parei de ler o Baudelaire pra sentir saudade de algumas pessoas e fiquei achando muito agradável poder fazer isso às seis da manhã no meu próprio quarto. Eu seria sem dúvida mais feliz se tivesse um quarto só pra mim.


Fábio Zimbres tem um blog.


Ataxia é um projeto paralelo do John Frusciante com o Joe Lally (baixista do Fugazi) e mais um cara que não conheço. Lançaram um EP de cinco faixas em 2004, chamado Automatic Writing. Bom, muito bom.

16.6.06



13.6.06



Historian Roy Medvedev looked through the files of Stalin's political prisoners and concluded that 200,000 people were imprisoned for telling jokes, such as this:

Three prisoners in the gulag get to talking about why they are there. "I am here because I always got to work five minutes late, and they charged me with sabotage," says the first. "I am here because I kept getting to work five minutes early, and they charged me with spying," says the second. "I am here because I got to work on time every day," says the third, "and they charged me with owning a western watch."




Artigo legal sobre piadas políticas sob o comunismo.


[via Firpo]

12.6.06






Jogador mais gato até o momento: Petr Cech.

Goleiro tcheco, escolhido como melhor jogador do país em 2006.

Not very into jogadores de futebol, por aqui, mas o Petr Cech tem méritos inegáveis (é tcheco, é gato, tem cara de homem!).


Mas não vamos tirar conclusões precipitadas. É preciso esperar a Croácia estrear amanhã com onze Dr. Kovacs em campo.
Ainda falta:

-um artigo em grupo sobre Linguagem e Ideologia no jornalismo
-uma matéria em vídeo sobre a resolução da Anvisa que proíbe homossexuais de doarem sangue (falta a câmera, faltam os entrevistados, faltam as perguntas pras entrevistas)
-um trabalho chamado "História: uma invenção do historiador?"
-uma reflexão de 5 laudas sobre uns textos aí de Teoria da Comunicação
-uma monografia sobre Comunicação e movimentos horizontais


Ontem eu vi 13 horas de televisão. Hoje estou enrolando pra começar a ler os textos de TeoCom - dúvida: vejo Estados Unidos e República Tcheca? Termino de reler Transmetropolitan? Ou faço o que eu PRECISO fazer? Pé no saco de vida.

11.6.06



Hoje é dia de torcer contra a Metrópole!

Angola X Portugal, agora às 16h.



Angola, avante!
Revolução, pelo poder popular
Pátria unida, liberdade
um só povo, uma nação.

Levantemos nossas vozes libertadas
para glória dos povos africanos
marchemos combatentes angolanos
solidários com os povos oprimidos

6.6.06



I am a patient girl
I wait, I wait, I wait, I wait

4.6.06



(post in progress)

Eu quero um livro que compile os manifestos das principais vanguardas artísticas do século XX, em português. Será que já foi editado? É uma idéia por demais óbvia e boa pra não ter sido feita. Google nela.

***

Hmm. Pensando bem, acho que eu já vi algo do gênero na biblioteca do Equipe, na época em que fiz trabalho sobre Oswald de Andrade e concretistas. E a bosta do trabalho não tem bibliografia, eu lembro disso, não adianta nem procurar na minha pasta de trabalhos de escola do computador.

***

Lixo. Olhei numa das minhas pastas de papéis dos tempos de Equipe, e lá estava o xerox que eu tirei do livro pra usar no trabalho. Da página 399 a 429. Sem cópia da capa e o livro não é desses que tem o nome da obra e do autor em todas as páginas. Eis que eu tenho um pedaço do livro que quero na mão, e pista alguma de que livro é esse. Mas que porra de situação estúpida.

***

Pesquisa Dedalus:

Teles, Gilberto Mendonca
Vanguarda europeia e modernismo brasileiro: apresentacao critica dos principais manifestos, prefacios e conferencias vanguardistas, de 1857 a 1972.
Petropolis : Vozes, 1972

Será? Se eu bem me lembro, era isso mesmo! Tem na biblioteca da ECA. Será que se acha pra comprar? É um lance que eu gostaria de ter em casa. Hmm, pelo Dedalus tem mais uma pá de edições posteriores a essa.

***

Site da Editora Vozes:

VANGUARDA EUROPÉIA E MODERNISMO BRASILEIRO

Editora: Vozes
Autor(es): Gilberto Mendonça Telles

448 páginas
Formato (largura x altura): 13.7 x 21.0 cm
Peso: 484 gramas
18ª edição (2002)
Assunto: Letras e literatura

Preço: R$ 52,90


Caro, mas MASSA. Achei.

***

E não era exatamente o que eu queria. São só vanguardas literárias, eu queria artísticas. Hmpf.

2.6.06



Pô, como é bonita a feiura da Zona Leste vista da janela do metrô. Não faço muita questão da quantidade absurda de viadutos - que deixariam de cabelo em pé qualquer urbanista, se se tratasse de uma região nobre da cidade. Mas os galpõezões, as pichações e os trilhos do trem são lindos pra caralho.


(Quando eu estava no meio de elocubrações desse tipo, essa tarde, um aleijado tentou me assediar no metrô.)

1.6.06



Ele tinha passado quatro horas do dia num simpósio sobre "A Crítica da Razão Pura" e achado legal pra caralho. Falou que tava gastando 20 reais por semana em café e por isso começou a levar a própria garrafa térmica com café de casa pra faculdade. Contou que ficou estupidamente feliz quando ganhou o "História Econômica do Brasil" do Caio Prado Jr. dos pais dele. Ele vai começar uma iniciação científica em literatura comparada entre literatura alemã e japonesa, sem bolsa, só porque ele acha legal. Ele faz seis obrigatórias, uma optativa e mais umas matérias de ouvinte. Ele ouve música erudita contemporânea, Shoenberg, John Cage e Rádio Cultura. Ele enche o saco do irmão mais novo falando que o Batman é um patrão capitalista explorador que representa a loucura da burguesia. E quando eu chamei ele pra aparecer na MECA (Mostra Ecana de Cultura e Arte), falando que provavelmente devia rolar um vernissage, ele disse que era contra essa parte do mundo artístico, que ele valorizava a obra e blá blá blá.

E eu fiquei pensando Dezenove anos, bro. Cê tem a vida inteira pra se tornar um acadêmico chato! Deixa pra ter cinqüenta anos quando você tiver cinqüenta anos, caralho! Tira essa pólo com suéter e vai comer mulher.