Uma impressão extremamente pessoal do ato contra o aumento dessa sexta-feira: como é horrível não ter controle sobre o próprio corpo. Saber que você não pode depender dele num momento de risco. Correr foi difícil pra caralho, e eu tinha certeza de que não podia voltar a me apoximar do lugar onde ainda estava a maioria dos manifestantes sofrendo ataques da polícia, porque sabia que quando a Choque viesse pra cima eu não teria condições de fugir rápido o suficiente se estivesse muito perto.
Eu nunca tive dúvida de que não tenho o menor controle sobre meu próprio corpo, além de ter uma capacidade física ridícula. Mas precisar dele e não ter resposta foi frustrante pra caralho.
Relato do que aconteceu do lado de fora da minha pele, escrevo quando tiver um tempo dos trabalhos da faculdade.
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