Um voluntário do Centro de Mídia Independente foi morto cobrindo a resistência popular em Oaxaca, no México!
Link para a matéria:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363227.shtml
Paramilitares pró-governo assassinam voluntário do Indymedia e ferem
população civil de Oaxaca
e-mail bonito do Pablo sobre o cara:
> De: Pablo Ortellado
> Data: 28 de outubro de 2006 2h24min8s GMT-02:00
> Para: imc-latina@lists.indymedia.org, cmi-brasil@lists.indymedia.org
> Assunto: [Cmi-brasil] Brad
>
> Na tarde desta sexta-feira, dia 27 de outubro, recebemos com muita
> tristeza a notícia da morte do nosso companheiro Brad Will.
>
> Eu conheci o Brad em algum momento em 2002 nas mobilizações do
> movimento de resistência global. Brad tinha sido despejado de uma
> ocupação em Nova Iorque, processou a polícia por abuso e com o
> dinheiro que recebeu empreendeu uma longa viagem pela América Latina.
> A esta viagem em 2002 depois seguiram-se outras e ele acompanhou de
> perto nos últimos anos todos os acontecimentos importantes do continente:
> as mobilizações contra os organismos multilaterais em Fortaleza e Quito;
> a resistência do movimento sem-teto em Goiânia; as mobilizações dos
> Aymara em El Alto, na Bolívia; os piquetes e as assembléias populares
> na Argentina e, finalmente, a comuna de Oaxaca, no México.
>
> Brad estava perseguindo a história do nosso continente e sua morte,
> aparentemente por forças paramilitares que reprimiam a comuna, é de uma
> injustiça dolorida. Toda morte parece inexplicável para os que ficam,
> mas a morte de um jovem, a morte por assassinato e a morte pelos ideais
> é especialmente imperdoável.
>
> A morte de Brad não deixa de ser digna das opções que fez. Brad morreu
> tentando mostrar ao mundo o que a mídia empresarial não mostra; morreu
> apoiando os companheiros de Oaxaca que estão construindo a democracia
> direta; morreu na América Latina que é onde estavam as suas esperanças.
> Se pudesse ter escolhido um lugar, uma causa e uma circunstância,
> possivelmente teria escolhido morrer assim: em Oaxaca, na América
> Latina; na defesa do processo revolucionário e com uma câmera na mão.
>
> Saudades, camarada, saudades!
>
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