4.10.06



Céus. Bom mocismo. Se ser politicamente correto te impede de ser bem humorado, sai dessa, bro.

Ontem, mesa de bar com pessoas da minha sala, longa conversa com os coleguinhas achando um absurdo o fato de eu ter tomado um porre com os meus amigos (os amigos Toldo Azul) em comemoração à morte do Ubiratan.

Que onde já se viu, é um ser humano. Nenhum ser humano deve ser morto. E que você comemorar a morte dele torna justificável que outros comemorem a morte dos 111 presos. E imagina o sofrimento da família dele. E o que você tá defendendo é a pena de morte. Etc.

Eu tentei explicar que o Ubiratan, pra além de ser um ser humano, era um símbolo. E que, não, eu não era a favor da pena de morte, eu não mataria o Ubiratan, nem acredito que essa deva ser institucionalmente a resposta pros crimes que ele cometeu, mas que, uma vez morto, tanto melhor, pô! Menos um. E que quem comemora a morte de 111 presos é um grandessíssimo filho da puta e ponto. Tá do outro lado da trincheira e eu não quero nem saber. E o Ubiratan não tem mãe, convenhamos.

Isso uma semana depois de eu ter tido uma tretinha com um dos guris da minha sala por conta de "Orgia de Travecos" (ele acha a letra um absurdo, eu acho estupidamente engraçada).

E, puta. Sério mesmo. Essa coisa de se basear em parâmetros universais (TODO ser humano merece viver, NENHUM preconceito é engraçado) em mesa de bar tira boa parte da graça da coisa.

Parâmetros universais no mundo sério (ou nem nele!). Bom humor na mesa de boteco.

E tenho dito.