20.7.05

16.7.05



O Movimento Passe Livre agora tem um site bonitinho e funcional.

7.7.05



O link é do Legume (valeu, rapaz!): dias de dissenso.

Blog anônimo de um brasileiro ligado à Dissent! Network na Escócia. Formada em 2003, a Dissent! é uma rede que busca articular a resistência contra a cúpula anual do G-8 (sete países mais industrializados do mundo e Rússia), organizando-se sob os cinco princípios da Ação Global dos Povos (AGP) e dando continuidade às lutas do Movimento de Resistência Global - que recebeu grande atenção da mídia entre 99 e 2001, particularmente com os protestos de Seattle e Gênova, sendo erronemaneto chamado por ela de "Movimento Anti-Globalização". A Dissent!, diferente de outros grupos organizados para protestar contra o encontro, respeita a pluralidade de táticas de manifestação de diversos grupos. Há desde "guerrilha de jardinagem", a protestos artísticos e, a sempre polêmica, violência contra a propriedade corporativa (dentro do movimento critica-se o uso do termo "violência" para esse tipo de prática, pelo efeito de sentido negativo e pelo suposto peso moral que ele contém). Por essa característica de não se resumir a shows para "chamar a atenção dos líderes mundiais para a pobreza do mundo" ou a marchas que "prometem ser pacíficas", a Dissent! é o alvo preferido da imprensa, que tenta incessantemente deslegitimar os protestos.

Até a Folha de S. Paulo, muito mais contida do que os tablóides sensacionalistas do Reino Unido, soltou suas farpinhas em matéria ontem no caderno Mundo:


Com a promessa de comportamento pacífico, o grupo G8 Alternatives conseguiu uma autorização especial da polícia escocesa para promover uma marcha que passará a 500 metros do hotel de Gleneagles, onde ocorrerá o encontro dos líderes mundiais. Mike Arnott, um dos porta-vozes do grupo, disse à Folha esperar cerca de 30 mil pessoas nos eventos de hoje.

Outros grupos prometem manifestações mais violentas. Um deles, chamado Dissent Network, está promovendo o "dia internacional contra o encontro do G8". Entre as atitudes que ameaça tomar está o bloqueio de estradas com a intenção de impedir que participantes cheguem a Gleneagles. Segundo a imprensa britânica, os protestos que terminaram em confronto com a polícia escocesa anteontem foram feitos por grupos que podem estar embaixo do guarda-chuva do Dissent Network.

A polícia escocesa, por outro lado, avisou ontem que tomará "medidas fortes" caso manifestantes saiam da linha. Ao desembarcar em Edimburgo ontem, acompanhado dos atores Tim Robbins e Susan Sarandon, Geldof criticou os manifestantes que agiram com violência, classificando-os de "bando de perdedores".



Puxa, essa gente de bem conseguiu AUTORIZAÇÃO para protestar pacificamente e um bando de radicais baderneiros quer tomar medidas violentíssimas como bloquear estradas e acabar com a tranqüilidade dos pobres cidadãos que querem fazer uma marcha que PASSARIA a (OH!) 500 m do hotel onde ocorre o encontro. Fucking peaceniks.

Dá pra ler o blog inteiro em pouco tempo - os posts mais antigos datam de dias atrás, 28 de junho, e o cara escreve bastante bem. Farei isso depois de amanhã, no glorioso início das minhas últimas férias antes do TERROR.

Pena que a última atualização é do dia 4. Para saber o que está acontecendo nos dias posteriores: Indymedia UK. Queria saber se os atentados em Londres tiveram repercussão na repressão aos protestos, mas não achei nada sobre isso. Pode ser um bom sinal.

5.7.05



A coisa mais interessante que eu li nos últimos tempos é essa entrevista com Stewart Home.

Dessas raras na imprensa (brasileira, ao menos) em que o entrevistado é o que interessa, e o repórter deixa o cara se alongar e se aprofundar nas respostas e não apenas o conduz a dizer o que ele quer ouvir ou quer que seus leitores ouçam.

O Home disserta sobre as vanguardas clássicas e seus erros históricos, os situacionistas, a arte contemporânea, movimentos de ação direta de visibilidade nos últimos anos (como o Reclaim the Streets! e o Space Hijackers), a questão da propriedade intelectual, e o tema central da sua obra - e de vários caras antes dele: a necessidade de se abolir a arte. Assaz interessante, enfim.

Ele fala um monte de coisas sobre as quais eu vinha pensando a um tempo, sem conseguir formalizar. E faz uma série de críticas a coisas que eu sempre achei fodas. Críticas que fazem bastante sentido.

Bela entrevista. Deixou com ainda mais vontade de ler o Assalto à Cultura dele, que há anos cobiço mas nunca calhou de eu comprar. Até pra ver se eu entendo o que diabos ele quis dizer ali no fim da entrevista, quando fala em "ideologias reacionárias, como o anarquismo e o fascismo". Por enquanto, vou lendo o Sobre a Miséria da Vida Estudantil, panfleto pré-situacionista citado na entrevista, que eu nunca tinha lido.



O Home:

« Falando de arte como ideologia, e não em termos de objetos, ela parece estar ligada ao sensual - enquanto a política e a chamada “ciência política” servem ao capitalismo como representação do racional. Essa divisão arte/política ou sensual/racional é claramente desumanizadora e alienada. Um dos objetivos da ação revolucionária é conciliar o sensual e o racional. Em muito do discurso sobre arte, os artistas aparecem como uma representação abstrata daquilo com que os seres humanos deveriam ser. Não apenas os artistas, mas todos nós deveríamos estar realizando os diferentes aspectos -emocionais, físicos, intelectuais- da nossa espécie. »



« O problema dos situacionistas é que eles são continuamente recuperados pelos anarquistas, que nunca encontraram o comunismo de esquerda em toda a sua originalidade, nem nunca entenderam a natureza de seu rompimento com a Terceira Internacional. Os situacionistas servem de entrada em debates que são de relevância permanente, mas o movimento comunista é bem mais amplo do que isso. Acho que há muita razão para se fazer uma leitura atenta dos trabalhos de Asger Jorn e Chris Gray, mas isso não pode ser feito às custas de negligenciar Marx ou o trabalho prático. »

Erm... cof cof cof cof

2.7.05



Então você decidiu ser Mau?

Um guia passo-a-passo para se unir às Forças das Trevas


Tópicos essenciais como:

- Location of your Lair ("Choose carefully, because you'll be spending a lot of time here laughing maniacally and plotting nefarious deeds.")
- Fashion for the Evil Doer ("How to look 'bad' and yet so damn good?")



Muahahahaha.