30.3.05



Aula de Redação essa tarde, resolvi conferir o restaurante por quilo da esquina do quarteirão do Anglo. E lembrei por que diabos eu ABOMINO esse tipo de restaurante. Eu sigo todos os códigos. Dou uma olhada antes pra ter um panorama geral de tudo o que tem e só então entro educadamente na fila. Mas daí eu começo a me servir. E demoro pra me decidir. E quando decido demoro pra acertar a quantidade de cada coisa. E às vezes pego uma coisa por esquecer que tem outra mais gostosa com a qual essa não combina e me arrependo amargamente. Ou então vejo que nada realmente me apetece mas que aquele lance que tava lá no começo até daria pra comer, mas daí não tem jeito, é preciso seguir sempre em frente e você vai parecer pateta voltando pro começo da fila com o prato já abarrotado de comida. Muitas vezes, ainda, eu erro a proporção - e todo mundo sabe como é absolutamente irritante acabar com o arroz e ainda ter feijão, ou acabar com toda a comida e ainda ter couve e pepinos - e a impossibilidade de resolver isso com um refil no meio da refeição é extremamente frustrante. E sempre, SEMPRE, eu não vejo os temperos pra salada e só me dou conta disso no caixa e daí tenho que entrar no meio das pessoas pra me servir de molhos. E hoje ainda tinha carne ao molho madeira com champignons. Algo como SEIS champignons em uma travessa de meio metro repleta de molho e bifes. E eu decidi que todos seriam meus, mas, aparentemente, caçar demoradamente champignons num quilo tem o poder de ENFURECER as demais pessoas da fila. Bufos e olhares reprovadores vindos das costas. Enfim, O RESTAURANTE POR QUILO É UMA INSTITUIÇÃO OPRESSORA.


E nem me deixe começar a falar das revoltantes MISTUREBAS INDIGESTAS (propiciadas pelos quilos) nos pratos das pessoas. NÃO, SEU ANIMAL, PEIXE, FRANGO, MACARRONADA, SUSHI, FEIJÃO, ARROZ, MAIONESE E VATAPÁ NÃO FORAM FEITOS PRA SEREM COMIDOS AO MESMO TEMPO. Por mais que você insista no contrário. Não foram, porra.
Agora, além das (que acabaram se tornando) costumeiras taquicardias e tremedeiras em situações constrangedoras, tenho sofrido também pequenas tonturas. Dessas de ver pontinhos pretos na frente. E o pior é que não é só em situações de fato vergonhosas, em POTENCIAIS situações constrangedoras também - como, por exemplo, articular na cabeça uma pergunta pra fazer pra um professor já me dá os tais sintomas; e, nessa situação em particular, a coisa ainda se agrava pelo fato de eu, aparentemente, me comunicar em HEBRAICO, o que me obriga pra ser entendida a repetir TRÊS ou QUATRO vezes cada pergunta, quando eu enfim resolvo fazê-las. Temo, qualquer dia desses, literalmente MORRER DE VERGONHA.

23.3.05



All the people are dancing and they're having such fun
I wish it could happen to me



Mas não. Eu vou estar fazendo Tarefas Mínimas e Complementares enquanto isso. Juro que não me importaria. O inferno são os outros. Se eu soubesse que estão todos em suas casas ouvindo Kenny G, lendo O Guarani ou assistindo Everwood, eu juro que passaria boas tardes acompanhada do Sistema Anglo de Ensino.

22.3.05



GAH

Pierced Eyeglasses!


[mais uma vez, via martelada]

21.3.05



Mm, Mm, Mm, Mm,
Just the way you look to-night.

15.3.05



Os nerds podem tomar o planeta. Eu me incluo entre eles, mas nunca tive grandes pretensões. Para sorte do resto da população, os nerds também me parecem mais interessados em jogar RPG.


- Marião Bortolotto, comentando a multidão que formava a ASSUSTADORA fila pra entrar no Fest Comix esse fim de semana no prédio da Gazeta. Quem viu temeu.

13.3.05



Anarchism is not a form of capitalism; anarchism is a form of collectivism, where individual rights are subject to the rule of competing gangs.


Essa e mais outras inúmeras pérolas (como Those who attempt to combine anarchism with capitalism, make the error of confusing the peaceful form of competition of capitalism -- trade, ideas, and dollars -- with the brutal "jungle" form of competition of anarchism -- brutality, whims, and bombs) no sensacional Capitalism.org.


Não perca também o instigante tour pelo capitalismo:

A society where art is not a disorganized pile of scratches, scribbled by a drug-induced hippie with his eyes closed, but is an enlightening masterpiece, showing man as he could be and should be: a hero.

A society where being an "individual" is not some superficial trait, such as wearing your pants backwards, or having five rings through your nose, but refers to something important: to being a producer, a creator, a thinker — a moralist.

A society where the evil is not rewarded, but punished, and the good is admired, and praised. A society where virtue is not a weakness, but a strength.

A society where a life of imaginable riches and wealth, is a possibility — for everyone who is willing to think.



O capitalismo deve ser um barato!

11.3.05



MAS COMO ME EMPUTECE, ME IRRITA, ME FAZ QUERER VOMITAR DE TANTA RAIVA, TIRAR AS CALÇAS E PULAR EM CIMA DE TANTO ÓDIO QUANDO EU APERTO SEM QUERER ESSA PORRA DE BOTÃO QUE DESLIGA O COMPUTADOR INTEIRO A PARTIR DO TECLADO E QUE FICA BEM DO LADO DO ENTER

Inferno.
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas



Gosto muito dos últimos versos dessa estrofe de Mulheres de Atenas (música toda bonita do Chico). Mas no fim da noite, aos pedaços Quase sempre voltam pros braços De suas pequenas Helenas. Bonito pra burro. E "pequena" é um jeito e tanto de se chamar uma garota.
Jesse James Hollywood é um puta nome de personagem de quadrinho, hein?
Ensimesmado
adjetivo
voltado para dentro de si mesmo; concentrado, recolhido



Se houvesse equivalente para a primeira pessoa, eu poderia dizer que ando enmimesmada...

4.3.05



Bem, first week down, mais uma porrada to go. Finda a primeira semana de Anglo. Quer dizer, não completamente, as mínimas e complementares me aguardam logo alí. Semana esquisita. Não ruim. Mas esquisita. Sobre o Anglo em sim: suco de laranja mais barato que Coca-Cola, alguns professores excelentes - mas não consigo deixar de me sentir constrangida por muitos deles, obrigados a ser espalhafatosos e engraçadinhos. Em dúvida ainda se vai ser uma boa coisa esse ano de cursinho, não tenho certeza se estou aprendendo de fato e passo boa parte do tempo me sentindo estúpida por não saber tanta coisa. Certamente foi a semana que eu menos falei em muito tempo. Todos os momentos que eu falei juntos não devem somar uma hora inteira. Por favor, um café, Obrigada, Com licença, Opa, desculpa, O que tem de almoço, pai?, quatro ou cinco horas de mínimas e complementares, Oi, mãe, Boa noite. E é isso. Maior conversa nos últimos dias, menos de dois minutos no telefone com Mariana. Estranho. Mas acho que gosto. Esperemos que dure a sensação boa sobre a coisa toda (sim, tenho me sentido bastante bem estudando).

Vontade de beber como um gaulês essa noite.

1.3.05



Uma mulher tem 21 anos a mais que seu filho. Daqui a 6 anos a sua idade será o quíntuplo da idade do menino. Onde está o pai?


Hehsh. Cursinho bobo...

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Voltando pra casa hoje, cena esquisitíssima: moço passa por mim segurando na mão direita uma caixa de ferramentas de madeira cheia de tralha, na mão esquerda, à altura da cabeça, um AQUÁRIO desses redondinhos, com água até a boca e três peixinhos dourados dentro. Estranhíssimo.