Aula de Redação essa tarde, resolvi conferir o restaurante por quilo da esquina do quarteirão do Anglo. E lembrei por que diabos eu ABOMINO esse tipo de restaurante. Eu sigo todos os códigos. Dou uma olhada antes pra ter um panorama geral de tudo o que tem e só então entro educadamente na fila. Mas daí eu começo a me servir. E demoro pra me decidir. E quando decido demoro pra acertar a quantidade de cada coisa. E às vezes pego uma coisa por esquecer que tem outra mais gostosa com a qual essa não combina e me arrependo amargamente. Ou então vejo que nada realmente me apetece mas que aquele lance que tava lá no começo até daria pra comer, mas daí não tem jeito, é preciso seguir sempre em frente e você vai parecer pateta voltando pro começo da fila com o prato já abarrotado de comida. Muitas vezes, ainda, eu erro a proporção - e todo mundo sabe como é absolutamente irritante acabar com o arroz e ainda ter feijão, ou acabar com toda a comida e ainda ter couve e pepinos - e a impossibilidade de resolver isso com um refil no meio da refeição é extremamente frustrante. E sempre, SEMPRE, eu não vejo os temperos pra salada e só me dou conta disso no caixa e daí tenho que entrar no meio das pessoas pra me servir de molhos. E hoje ainda tinha carne ao molho madeira com champignons. Algo como SEIS champignons em uma travessa de meio metro repleta de molho e bifes. E eu decidi que todos seriam meus, mas, aparentemente, caçar demoradamente champignons num quilo tem o poder de ENFURECER as demais pessoas da fila. Bufos e olhares reprovadores vindos das costas. Enfim, O RESTAURANTE POR QUILO É UMA INSTITUIÇÃO OPRESSORA.
E nem me deixe começar a falar das revoltantes MISTUREBAS INDIGESTAS (propiciadas pelos quilos) nos pratos das pessoas. NÃO, SEU ANIMAL, PEIXE, FRANGO, MACARRONADA, SUSHI, FEIJÃO, ARROZ, MAIONESE E VATAPÁ NÃO FORAM FEITOS PRA SEREM COMIDOS AO MESMO TEMPO. Por mais que você insista no contrário. Não foram, porra.
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