12.12.05



TÁXI

O poeta passa de táxi em qualquer canto e lá vê
o amante da empregada doméstica sussurar
em seu pescoço qualquer podridão deste
universo.
Como será o amor das pessoas rudes?

O poeta não se conforma de não conhecer
todas as formas da delicadeza.



(Cacaso)



era desse poema que eu tava te falando aquele dia no bar, Rita.