Matar e Esquartejar. Esta forma particular de execução era a predileta da monarquia inglesa para com todos em geral, exceto o círculo aristocrático mais íntimo, a quem era concedida a dignidade da simples decapitação. Para todos os demais o método funcionava da seguinte maneira: o transgressor era enforcado e a corda cortada antes que estivesse morto. Em seguida era emasculado, estripado e as entranhas queimadas diante de seus olhos. Se o executor fosse misericordioso, o coração era então retirado do corpo, mas de qualquer maneira, o ato extremo do ritual era então executado - o esquartejamento do corpo em quatro partes, que eram atiradas aos cães. Traição era o crime costumeiro para este tipo de punição, sendo a sua definição determinada pelas cortes do rei e para sua real conveniência.
(...)
Morte pela fumaça. No Japão, no século dezesseis, os cristãos eram joeirados ordenando-se a toda a população de uma aldeia caminhar sobre um retrato de Cristo pintado sobre papel de arroz e estendido no chão. Os que se recusavam a pisá-lo eram imediatamente retirados da procissão e enforcados de cabeça para baixo sobre um fogo de enxofre queimando lentamente. Trata-se de uma das mais lentas e dolorosas formas de execução conhecidas na civilização. Os olhos da vítima sofrem hemorragia e a carne é lentamente defumada. O sangue ferve e o cérebro cozinha em seus próprios fluidos. A morte pode demorar até duas semanas sem que a vítima perca a consciência.
(...)
Açoite. O açoite era o principal castigo para ofensas capitais na Rússia czarista, até finais do século XIX. Era aplicado exclusivamente aos servos. Diante de toda a comunidade reunida num espaço ao ar livre, o servo a ser punido era despido até a cintura e atado a um cepo de madeira pelos braços, pescoço e joelhos. O knute era um chicote de couro que, nas mãos de um verdugo vigoroso, despedaçava a carne até os ossos. Sir Robert Porter, em "Esboços de Viagem pela Suécia e a Rússia" (Londres, 1809), presenciou o castigo de um cocheiro servo acusado de matar seu senhor e fala do sangrento impacto do knute sobre o corpo insensível da vítima. Nesse caso foram aplicados 200 açoites. Em seguida a vítima, que não se sabe por que ainda não havia morrido, foi cerimoniosamente desfigurada para o caso de sobreviver. Tenazes foram enfiadas no seu nariz e depois manipuladas de modo a arrancar-lhe do rosto as narinas. Uma lei promulgada em 1807 especificava que os menores não receberiam mais de 30 golpes de knute. (...) Mas, no famoso caso do assassinato da amante do Conde Arakchev, Ministro da Guerra do reino de Alexandre, dois irmãos - uma moça e um rapaz com menos de 18 anos - morreram após 70 golpes de knute.
(...)
Queima na fogueira. Prática conhecida em todas as nações européias até o século XIX. Inclinação clerical pela fogueira. Conhecida também entre os índios norte-americanos. Usada até o século XX somente na América do Sul, muitas vezes acompanhada de castração. Executada nas classes mais baixas.
[dO Livro de Daniel, de E.L.Doctorow. romance impressionante.]
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Morte pela fumaça. No Japão, no século dezesseis, os cristãos eram joeirados ordenando-se a toda a população de uma aldeia caminhar sobre um retrato de Cristo pintado sobre papel de arroz e estendido no chão. Os que se recusavam a pisá-lo eram imediatamente retirados da procissão e enforcados de cabeça para baixo sobre um fogo de enxofre queimando lentamente. Trata-se de uma das mais lentas e dolorosas formas de execução conhecidas na civilização. Os olhos da vítima sofrem hemorragia e a carne é lentamente defumada. O sangue ferve e o cérebro cozinha em seus próprios fluidos. A morte pode demorar até duas semanas sem que a vítima perca a consciência.
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Açoite. O açoite era o principal castigo para ofensas capitais na Rússia czarista, até finais do século XIX. Era aplicado exclusivamente aos servos. Diante de toda a comunidade reunida num espaço ao ar livre, o servo a ser punido era despido até a cintura e atado a um cepo de madeira pelos braços, pescoço e joelhos. O knute era um chicote de couro que, nas mãos de um verdugo vigoroso, despedaçava a carne até os ossos. Sir Robert Porter, em "Esboços de Viagem pela Suécia e a Rússia" (Londres, 1809), presenciou o castigo de um cocheiro servo acusado de matar seu senhor e fala do sangrento impacto do knute sobre o corpo insensível da vítima. Nesse caso foram aplicados 200 açoites. Em seguida a vítima, que não se sabe por que ainda não havia morrido, foi cerimoniosamente desfigurada para o caso de sobreviver. Tenazes foram enfiadas no seu nariz e depois manipuladas de modo a arrancar-lhe do rosto as narinas. Uma lei promulgada em 1807 especificava que os menores não receberiam mais de 30 golpes de knute. (...) Mas, no famoso caso do assassinato da amante do Conde Arakchev, Ministro da Guerra do reino de Alexandre, dois irmãos - uma moça e um rapaz com menos de 18 anos - morreram após 70 golpes de knute.
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Queima na fogueira. Prática conhecida em todas as nações européias até o século XIX. Inclinação clerical pela fogueira. Conhecida também entre os índios norte-americanos. Usada até o século XX somente na América do Sul, muitas vezes acompanhada de castração. Executada nas classes mais baixas.
[dO Livro de Daniel, de E.L.Doctorow. romance impressionante.]
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