And in the end
The love you take
Is equal to the love you make.
Her Majesty's a pretty nice girl,
but she doesn't have a lot to say
Her Majesty's a pretty nice girl
but she changes from day to day.
I want to tell her that I love her a lot
But I gotta get a bellyful of wine
Her Majesty's a pretty nice girl
Someday I'm going to make her mine, oh yeh,
someday I'm going to make her mine.
O fim do Abbey Road. The End. Longa Pausa. Her Majesty. Lindo lindo. Minha coisa preferida dos Beatles. Graças, creio, ao fim de A Vida é Cheia de Som e Fúria, peça da Sutil Cia. de Teatro baseada no Alta Fidelidade do Nick Hornby, com The End tocando na última cena matadora, onde o amor parece possível, afinal de contas, no fim, o amor que você recebe é igual ao que você deu. Caralho, eu passei mal nessa cena nas duas vezes em que vi a peça. Mesmo já sabendo o que aconteceria na segunda vez, a sensação de coração batendo forte no fim da garganta e a vontade fodida de chorar combinada com uma alegria absurda foram idênticas à primeira vez. E a vontade de ficar em silêncio por um bom tempo depois. Poucas coisas no mundo já me deram essa sensação até hoje. É a sensação mais foda que existe. O teatro é, sem dúvida, a forma de arte que faz isso comigo com mais freqüencia. Curiosamente (ou nem tanto, tendo em vista o preço dos ingressos em São Paulo), é também a que eu menos tenho contato e a que é mais difícil pra mim gostar. Na verdade, não é bem o teatro, é a trilha sonora de teatro. Talvez por isso as peças do Marião tenham me dado essa sensação fodida várias vezes (Getsêmani, Nossa Vida Não Vale um Chevrolet, Diário das Crianças do Velho Quarteirão). O cara tem as manhas da trilha. Tem as manhas das trilhas fodidas nos fins de cena e da música matadora depois da cena final. Digredi. Só queria falar do fim do Abbey Road e de como ele é bonito pra burro e me faz chorar de cantinho toda vez que eu escuto. Era só isso.
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