The kaleidescopic flexator on the podium --- the conductor.
Segunda-feira fui num concerto na Sala São Paulo da Orquestra Filarmônica de Helsinki. Evento patrocinado pela Carbocloro, que fazia 40 anos - Carbocloro aquela simpática empresa de Cubatão, da qual os equipanos devem ter alguma lembrança.
Grande concerto. Nunca tinha ido à Sala São Paulo (bonita pra burro!) e não via uma orquestra desde pequena, o que tornou a coisa ainda mais foda e impressionante. Pode-se argumentar, é claro, que eu entendo de música clássica como de criação de aves domésticas ou de equações de Navier-Stokes generalizadas da atmosfera, não estando apta portanto a julgar se foi de fato um grande concerto. Ao que eu respondo com uma dar-de-ombros e sigo achando que foi do caralho.
Fiquei sentada atrás do palco no teatro, no lugar que chamam de Coro, olhando diretamente pro maestro, Leif Segerstam, esse finlandês gordoto barbudo aí de cima, que parece saído da equipe de produção do Senhor dos Anéis (que todos que viram a cerimônia do Oscar puderam constatar ser formada inteiramente por hobbits). O sujeito lembra o Karl Marx e anda como o Pingüim.
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