11.6.03

te chamas DEDO NO OLHO?

bang!

te chamabas.
well, ensaio feito e entregue. mal feito, diga-se, mas serviu pra ordenar um monte de coisas que andei pensando e lendo ultimamente. o tom ficou meio empolgadinho por demais mas foda-se.
termina com uma citação fera do Memorial: "é a conversa das mulheres - e os sonhos - que seguram o planeta na sua órbita".

blé, está entrando um cheiro fedorento de incenso pelas frestas da janela.

fui ver ontem documentário do Brecht. ok. descobri que o Brecht não gostava do Stanislavski. quer dizer, não é que não gostava, mas não gostava do teatro de esquerda americano que usava o método do Stanha. onde eu fazia teatro os dois eram as maiores referências. (pé no saco).

fui ver Uma mulher é uma mulher do Godard outro dia também. legal. serviu pra me convencer de que Truffaut realmente dá um pau nele, e que eu realmente devo aprender francês. e como diabos é gato esse povo!

esse maldito cheiro de incenso está ficando cada vez mais forte (e olha que eu estou resfriada). parece que está aqui dentro.

ando quase não saindo de casa mais. só pra ir ao cinema volta e meia. bebi cerveja essa segunda e segunda passada, só. tenho ficado em casa, na maior parte do tempo no escritório. e, ora veja só, eu que sempre fui contra férias, não vejo a hora delas. pra ter o dia inteiro pro ócio e poder ler pra burro e ir mais ao cinema e ao teatro e olhar pro teto. vovó me deu 100 legais, o patrocínio está pois garantido.

yadda yadda yadda.

8.6.03

Tiradentes essa semana. Viagem de meio da escola. Muito muito boa. Aulas excelentes, muito tempo ocioso e contemplativo, comer até passar mal, conversas com os professores (e como são feras esses caras, por deus! que vontade de poder papear com eles todos os dias sobre coisinhas bestas).

Minas Gerais me parece um lugar triste. As coisas todas ainda estão lá, a frente, palpáveis; apesar disso, paira um ar nostálgico. Acho que era isso que o Drummond queria dizer com As casas ainda restam, Os amores, mais não. Lá está um fim, aquelas cidades ficarão assim pra sempre.
Mas é triste também o abandono. O "progresso" paulistano (Centro - Paulista - Faria Lima - Nova Faria Lima - Berrini). Talvez haja um tempo certo, que não está em minas nem em São Paulo. Talvez ambos sejam necessários.

Sei lá, desenvolvo isso melhor depois. Estou pensando demais no tempo depois dessa viagem. Fazendo um ensaio sobre metaficção histórica (ficção histórica que tem o presente como ponto de vista; diferente da ficção histórica tradicional, onde se abandona o presente e tenta-se recriar o passado fielmente), lendo Bergson e Adorno, pensando na cidade morta, em Nostalgia e Memória. Pensando que não há história nem fatos. Que presente e passado são a mesma coisa.

[neste post eu me expresso mal e preguiçosamente e daí a coisa soa fumeta]