[ok. juro que é coincidência a foto de pernas, a fala sobre saias e pernas no post sobre Truffaut e este post.
eu não tenho nenhuma predileção por essa parte do corpo em particular.]
a coisa é que meu professor de português (que é espertíssimo e dá até raiva do tanto de coisa que ele sabe que eu gostaria de saber) estava outro dia falando, sabe-se lá porque, do "Poema de Sete Faces" do Drummond - aquele do Mundo mundo vasto mundo . digo 'sabe-se lá porque' porque o moço tem o hábito de entrar no meio da aula em assuntos aleatórios que passam pela sua cabeça e digredir longamente sobre eles; é meio chato se você está de fato interessado em aprender sobre o assunto central da aula, mas eu me divirto pacas (o cara faz uns paralelos interessantíssimos entre literatura e pintura, música ou a vida sexual dos avós dele).
daí quando ele foi falar do poema, disse que tinha um pedaço que dizia A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantas pernas, na verdade é A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos, o que também é extremamente legal, mas A TARDE TALVEZ FOSSE AZUL, NÃO HOUVESSE TANTAS PERNAS é genial.
decidi pois, já que Drummond não a escreveu, que hei de utilizá-la em um conto qualquer
eu não tenho nenhuma predileção por essa parte do corpo em particular.]
a coisa é que meu professor de português (que é espertíssimo e dá até raiva do tanto de coisa que ele sabe que eu gostaria de saber) estava outro dia falando, sabe-se lá porque, do "Poema de Sete Faces" do Drummond - aquele do Mundo mundo vasto mundo . digo 'sabe-se lá porque' porque o moço tem o hábito de entrar no meio da aula em assuntos aleatórios que passam pela sua cabeça e digredir longamente sobre eles; é meio chato se você está de fato interessado em aprender sobre o assunto central da aula, mas eu me divirto pacas (o cara faz uns paralelos interessantíssimos entre literatura e pintura, música ou a vida sexual dos avós dele).
daí quando ele foi falar do poema, disse que tinha um pedaço que dizia A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantas pernas, na verdade é A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos, o que também é extremamente legal, mas A TARDE TALVEZ FOSSE AZUL, NÃO HOUVESSE TANTAS PERNAS é genial.
decidi pois, já que Drummond não a escreveu, que hei de utilizá-la em um conto qualquer
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