31.12.02
São Paulo não é tão grande quanto eu pensava. Fomos ao centro ontem, descemos na Sé e andamos pela Benjamin Constant procurando um sebo no qual eu tinha ido quando era criança e que às vezes chegava a achar que não existia, que eu tinha imaginado. Achamos o dito cujo mas não estava mais aberta ao público a parte mais legal dele, uma parede pintada com retratos e frases dos modernistas e um palco, o qual lá pelos anos 30 era freqüentado pela intelectualidade paulistana que se reunia pra fazer saraus.
Vimos outros sebos e resolvemos ir pras Grandes Galerias, no Anhagabaú. Eram umas 6 e pouco da tarde e as lojas já estavam fechando quando chegamos. De lá fomos pra um bar, onde começamos a discutir a grande questão que nos atormentou a tarde inteira: o que fazer na virada do ano? Duas horas depois ainda não tínhamos a resposta. Resolvemos encontrar na Vila Madalena um amigo nosso que também estava em São Paulo e sem nada pra fazer no Reveillon. Pagamos as duas cervejas que tomamos e constatamos não ter dinheiro algum (eu tinha uns 3 reais e um passe de metrô mas se gastássemos isso eu não ia ter como voltar pra casa e nós não teríamos o que fazer na Vila). Então resolvemos ir à pé. Consolação inteira (uma maldita subida), depois Sumaré. Pode não parecer muita coisa mas são duas avenidas grandes pra cacete, 2 horas de caminhada, acho.
No caminho todo fomos falando Rá, imagina se a gente anda tudo isso e quando chegar na Vila o guri dizer que não vai aparecer rará. Obviamente, o guri não apareceu. Minhas pernas estavam um tanto furibundas e se recusando a andar. E a grande questão persisitia. Depois de morgar um tempo, resolvemos ir pra um metrô que tivesse um caminho reto pra ir pra lá (estávamos relativamente perto de três estações: Clínicas, Sumaré e V. Madalena). Não achamos a maldita Vila Madalena e tivemos que subir um ladeirão pra poder ir pra Sumaré.
7 horas depois de termos começado a discussão, nenhuma pista do que fazer hoje à meia noite. Estou considerando seriamente ficar em casa vendo tevê.
Vimos outros sebos e resolvemos ir pras Grandes Galerias, no Anhagabaú. Eram umas 6 e pouco da tarde e as lojas já estavam fechando quando chegamos. De lá fomos pra um bar, onde começamos a discutir a grande questão que nos atormentou a tarde inteira: o que fazer na virada do ano? Duas horas depois ainda não tínhamos a resposta. Resolvemos encontrar na Vila Madalena um amigo nosso que também estava em São Paulo e sem nada pra fazer no Reveillon. Pagamos as duas cervejas que tomamos e constatamos não ter dinheiro algum (eu tinha uns 3 reais e um passe de metrô mas se gastássemos isso eu não ia ter como voltar pra casa e nós não teríamos o que fazer na Vila). Então resolvemos ir à pé. Consolação inteira (uma maldita subida), depois Sumaré. Pode não parecer muita coisa mas são duas avenidas grandes pra cacete, 2 horas de caminhada, acho.
No caminho todo fomos falando Rá, imagina se a gente anda tudo isso e quando chegar na Vila o guri dizer que não vai aparecer rará. Obviamente, o guri não apareceu. Minhas pernas estavam um tanto furibundas e se recusando a andar. E a grande questão persisitia. Depois de morgar um tempo, resolvemos ir pra um metrô que tivesse um caminho reto pra ir pra lá (estávamos relativamente perto de três estações: Clínicas, Sumaré e V. Madalena). Não achamos a maldita Vila Madalena e tivemos que subir um ladeirão pra poder ir pra Sumaré.
7 horas depois de termos começado a discussão, nenhuma pista do que fazer hoje à meia noite. Estou considerando seriamente ficar em casa vendo tevê.
26.12.02
Músicas malditas que não param de tocar na minha cabeça e que eu não tenho em casa pra ouvir:
- Chico Buarque, aquela que diz Eu faço samba e amor até mais tarde E tenho muito sono de manhã
- Chico Buarque - O meu guri
- Gilberto Gil - Volks volkswagen blues
- Gilberto Gil - Nêga
- Louis Armstrong & Ella Fitzgerald (acho, talvez seja só a Billie Holiday) - They can't take that away from me
- Chico Buarque, aquela que diz Eu faço samba e amor até mais tarde E tenho muito sono de manhã
- Chico Buarque - O meu guri
- Gilberto Gil - Volks volkswagen blues
- Gilberto Gil - Nêga
- Louis Armstrong & Ella Fitzgerald (acho, talvez seja só a Billie Holiday) - They can't take that away from me
25.12.02
Natal. Aquela comilança absurda. Fim de ano na minha família é foda. Três grandes comilanças num curtíssimo espaço de tempo (ceia, almoço de natal e almoço do dia 1º). No almoço hoje tinha simplesmente 4 tipos de salada, maionese, 2 tipos de risoto (um com camarão o outro sem) e arroz branco, pernil, chester, tainha recheada com cogumelos, escargot (meu tio cria). De sobremesa 2 mousses, pavê e sorvete. O tal do escargot é um negócio um tanto bobo. Assim, não é ruim; mas não é nada que tu vá acordar e pensar Hmmm quero escargot.
De presentes foi meio fraco. Pensei que só ia ganhar os quatro livros do Mal mas também ganhei dinheiro do papai Noel, como meus irmãos.
O saldo, na ordem recebida:
- Ou Clavículas, Vidas Cegas, O Livro das Coisas que Acontecem e Húmus
- frente única laranja e short brim com babados brancos (!!!!)
- blusa de alcinha muito bonita. bege com vermelho e verde.
- agenda de papel reciclado com fotos de flores
- 150 reais (100 do Papai Noel e 50 da vovó, dinheiro que me permitirá ir ao Forum Social Mundial)
- sabonetes
+ livro do Philip Roth que minha mãe ganhou mas eu já raptei
e lá se foi o Natal.
sem plano algum pro Ano Novo. me convidem pra algo.
De presentes foi meio fraco. Pensei que só ia ganhar os quatro livros do Mal mas também ganhei dinheiro do papai Noel, como meus irmãos.
O saldo, na ordem recebida:
- Ou Clavículas, Vidas Cegas, O Livro das Coisas que Acontecem e Húmus
- frente única laranja e short brim com babados brancos (!!!!)
- blusa de alcinha muito bonita. bege com vermelho e verde.
- agenda de papel reciclado com fotos de flores
- 150 reais (100 do Papai Noel e 50 da vovó, dinheiro que me permitirá ir ao Forum Social Mundial)
- sabonetes
+ livro do Philip Roth que minha mãe ganhou mas eu já raptei
e lá se foi o Natal.
sem plano algum pro Ano Novo. me convidem pra algo.
Oh sim. Um dia antes da viagem (que foi na sexta-feira) teve lançamento dos novos títulos da Livros do Mal. Comprei os quatro (li o Ou Clavículas do Baldi no ônibus da ida. fodido. recomeindo.) e tomei chopps de 2,60R$ o claro e 2,80R$ o escuro na alegre companhia do Bueno e da Julieta. Ficamos nos sentido muito patrões. Estavam lá todos os autores, os editores, o Edufo, os cemitérios de automóveis. Enfim, a fina flor. Felipe Salem me deu um cano e eu acabei a noite sentada na guia na frente do Real sozinha, lendo O Livro das Cousas que Acontecem e esperando meu pai ir me buscar.
Quatro dias em Ilhabela (São Sebastião, litoral norte paulista), casa do João. Sexo, drogas, jazz e picadas de mosquitos. A casa ficava a 4 km do mercado e 7 da praia; um monte de subidas e descidas cabulosas que tinham de ser percorridas a pé ou de carona. Mesmo assim, divertido pra burro. Pessoas queridas, muito álcool e maconha. Acho que ninguém ficou totalmente sóbrio por mais de uma hora. Tivemos uma tentativa furada de fazer um Reveillon fora de hora (só que meia-noite tava todo mundo já tão acabado que não rolou). E no último dia fomos mergulhar atrás da casa, o que foi uma das coisas mais legais e bonitas que eu já fiz: montes de peixes de tamanhos diversos, um barco afundado, uma profundidade absurda.
Deu vontade de passar alguns meses ou um pouco mais de tempo, pelo menos, naquele espírito. Amigos, falta do que fazer, estados alterados de consciência. Muito foda.
Deu vontade de passar alguns meses ou um pouco mais de tempo, pelo menos, naquele espírito. Amigos, falta do que fazer, estados alterados de consciência. Muito foda.
16.12.02
12.12.02
A VIDA É CHEIA DE SOM E FÚRIA 2
A peça pop adaptada por Felipe Hirsch em cima do famoso "Alta Fidelidade", livro de Nick Hornby, vai ter segunda versão. O espetáculo que abarrotou teatros brasileiros vem aí remontado, com músicas diferentes e novos atores.
via Lúcio Ribeiro
duvido que vá ser melhor ou tão boa quanto a 1ª versão (minha peça de teatro preferida).
5 coisas que espero que tenham o bom senso de não mudar:
- o cenário foda com foto do Dylan e de uma Rolling Stone com o Kurt Cobain na capa
- o começo tocando Ain't no mountain high enough do Marvin Gaye com a Tammi Terrel
- o cara que faz o Rob Flemming e a mina que faz a mãe dele
- o final tocando a última faixa do Abbey Road ("and, in the end, the love you take...")
- o diálogo da lista de 5 melhores balas azedas, todos os diálogos com a mãe, a cena do dia em que ele conhece a Alison
na verdade, a única coisa que eu mudaria na peça é que eu não mataria o Dick. apesar de eu até ver o propósito da morte dele (mostrar a vida em cidades como Londres, Curitiba e parará), acho o troço um tanto desnecessário.
conferirei a nova versão, anyway.
A peça pop adaptada por Felipe Hirsch em cima do famoso "Alta Fidelidade", livro de Nick Hornby, vai ter segunda versão. O espetáculo que abarrotou teatros brasileiros vem aí remontado, com músicas diferentes e novos atores.
via Lúcio Ribeiro
duvido que vá ser melhor ou tão boa quanto a 1ª versão (minha peça de teatro preferida).
5 coisas que espero que tenham o bom senso de não mudar:
- o cenário foda com foto do Dylan e de uma Rolling Stone com o Kurt Cobain na capa
- o começo tocando Ain't no mountain high enough do Marvin Gaye com a Tammi Terrel
- o cara que faz o Rob Flemming e a mina que faz a mãe dele
- o final tocando a última faixa do Abbey Road ("and, in the end, the love you take...")
- o diálogo da lista de 5 melhores balas azedas, todos os diálogos com a mãe, a cena do dia em que ele conhece a Alison
na verdade, a única coisa que eu mudaria na peça é que eu não mataria o Dick. apesar de eu até ver o propósito da morte dele (mostrar a vida em cidades como Londres, Curitiba e parará), acho o troço um tanto desnecessário.
conferirei a nova versão, anyway.
7.12.02
Se um dia nóis se gostasse
Se um dia nóis se queresse
Se nóis dois se empareasse
Se juntim nóis dois vivesse
Se juntim nóis dois morasse
Se juntim nóis dois drumisse
Se juntim nóis dois morresse
Se pro céu nóis assubisse
Mas porém se acontecesse de São Pedro não abrisse
A porta do Céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arriminasse
E tu com eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvez que nóis dois ficasse
Tarvez que nóis dois caísse
E o céu furado arriasse
E as virgens todas fugisse...
Show com Dj Dolores e Orquestra Santa Massa, Cordel do Fogo Encantado e Nação Zumbi ontem na USP. Perdi os Loser Manos e Cachorro Grande no Upload. Mas que show foda o do Cordel! Dancei até ficar dolorida. Esse poemeto aí em cima chama "Ai se sêsse" , o Lirinha fala ele no meio do show. Dj Dolores também foi muito bom e Nação, que eu já tinha visto na USP da última vez, também tava fera, mas eu já tava cansada pra burro. Fiquei com vontade de ver show do Mundo Livre.
No caminho da USP pra casa da Mamari (que fica no Morro do Querosene), só pra estragar um pouco um dia do caralho, um cara levou a camiseta de um dos guris, o Noa. Mas só a camiseta.
Hoje tem festival do Equipe. Vou ter que ficar lá das 3 às 8, pelo menos. Porque me interessam duas bandas. Uma é a primeira, outra a penúltima.
Esses últimos tempos tiveram muitas baladas de dançar (festLogos, festa de formatura do 3º, etc). Isso precisa parar, se não minha fama de sedentária vai pro espaço.
Se um dia nóis se queresse
Se nóis dois se empareasse
Se juntim nóis dois vivesse
Se juntim nóis dois morasse
Se juntim nóis dois drumisse
Se juntim nóis dois morresse
Se pro céu nóis assubisse
Mas porém se acontecesse de São Pedro não abrisse
A porta do Céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu me arriminasse
E tu com eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvez que nóis dois ficasse
Tarvez que nóis dois caísse
E o céu furado arriasse
E as virgens todas fugisse...
Show com Dj Dolores e Orquestra Santa Massa, Cordel do Fogo Encantado e Nação Zumbi ontem na USP. Perdi os Loser Manos e Cachorro Grande no Upload. Mas que show foda o do Cordel! Dancei até ficar dolorida. Esse poemeto aí em cima chama "Ai se sêsse" , o Lirinha fala ele no meio do show. Dj Dolores também foi muito bom e Nação, que eu já tinha visto na USP da última vez, também tava fera, mas eu já tava cansada pra burro. Fiquei com vontade de ver show do Mundo Livre.
No caminho da USP pra casa da Mamari (que fica no Morro do Querosene), só pra estragar um pouco um dia do caralho, um cara levou a camiseta de um dos guris, o Noa. Mas só a camiseta.
Hoje tem festival do Equipe. Vou ter que ficar lá das 3 às 8, pelo menos. Porque me interessam duas bandas. Uma é a primeira, outra a penúltima.
Esses últimos tempos tiveram muitas baladas de dançar (festLogos, festa de formatura do 3º, etc). Isso precisa parar, se não minha fama de sedentária vai pro espaço.
