17.9.02

Vou tentar escrever um post à la Jordani. Talvez eu devesse escrever isso num ônibus, pra ter mais o espírito. A parte do meio do meu caderno, a parte secreta denominada Drunk Notes é toda de notas em Aclimações e Jd. Mirians. Mas de lá só saem textinhos bobos emo-chorões de frustrações pós-balada.
Hoje vi um cara bonito no ônibus. Parecia o Cara Que Parece o Laerte, mas com um óculos grande, marrom e de aro grosso, de paletó e envelope da Yamanha na mão. Fiquei olhando pra ele bastante mas não pude realmente encará-lo pois estava acompanhada no ônibus.
Ônibus é um lugar onde, por mais agradável que seja a companhia, é melhor estar sozinho. Ouvindo música, lendo ou apenas olhando em volta. Ultimamente só tenho lido e escutado cedês em ônibus e na aula de educação física. O ônibus é também um ótimo lugar pra pensar. Com um trajeto razoavelmente longo (como é o meu pra escola), dá pra tu criar um grande problema e rezolvê-lo de uma vez só. ótimo exercício. E para encarar pessoas e ver as reações delas e daí sair andando e nunca mais vê-las.
Eu sou mesmo muito pilantra pois deveria agora estar fazendo meu ensaio de História do Brasil pra amanhã. Tenho uma hora pra fazer, se eu quiser dormir num horário descente. Óbvio que não vai dar certo, posto que ontem levei umas 2 horas e tanto pra escrever 4 parágrafos. Quatro bons parágrafos, mas apenas quatro. Então ou vou bodear e na quinta-feira falar Porra, Perê, mal aê, eu esqueci de te entregar ontem com a coisa do Dia da Informação Profissional e tudo o mais! ou vou enlouquecer daqui a meia hora, fazer um texto capenga correndo desesperadamente, dormir tarde e não chegar na hora amanhã. Tem sido sempre assim com meus últimos trabalhos.
Ultimamente ando com um monte de saliva sobrando na boca, o que é um negócio realmente desagradável. Se você não quer andar por aí parecendo um camelo, cuspindo para todos os lados, você tem que engolir a baba. Meu estômago deve estar metade a comida, o resto um monte de cuspe, nesses dias.
Tem esse menino da minha classe, o Noa, que é uma das melhores pessoas do mundo pra se afofar. Sério. A gente nem conversa muito e tal, mas afofá-lo é comigo mesma. Dá vontade de guardar aquele bebê loirinho fumeta no bolso e tirá-lo a todo instante pra cutucar e fazer cafuné e fazer cócega e dar abracinhos. Que menino bom de afofar, vou te contar.
Continuando o registro de boa frases, uma do Leminski, do Agora é Que São Elas: inteligência é que nem pau duro, mulher alguma resiste.
Hoje tive uma conversa ALTAMENTE emo. Sério, acho que foi a conversa mais emo da minha vida. Acho que o dia do meu casamento não vai ser tão emo quanto isso. Com três guris da minha série no bar. Essa história de que meninos/homens não são românticos é a maior balela. Esses aí são ursinhos carinhosos. São habitantes da Fofolândia (a terra do Fofão, mané), onde quando você cai de no chão não machuca o bumbum porque até o chão é fofo. E falaram coisas emos ao extremo sobre suas garotas e reclamaram e ficaram vermelhinhos falando delas. E acharam loucas as minhas histórias com meus meninos. Que não são não; são EXTREMAMENTE sensatas na verdade.
Porra, se passaram 2 horas e eu não escrevi uma linha do trabalho, só vagabundeei na internerd! Eu só uma vagal idiota!
E não deu certo a tentativa de emular o rapaz.