Volta e meia eu fico com uma impressão de que os livros do meu criado-mudo vão me engolir, de tantos que são. Há umas semanas tive essa impressão e fiz uma limpa lá. Tirei uns 8 livros e tive que admitir pra mim mesma que por mais que eu quisesse lê-los, não ia conseguir tão cedo.
Desde esse dia, mais uns 5 livros entraram pra pilha.
Moram na minha cabeceira nesse momento (de baixo pra cima):
México Rebelde, do John Reed
uma versão em prosa da Ilíada
Retrato do artista quando jovem, do Joyce
O Senhor dos Anéis [só o primeiro tomo, A Sociedade do Anel, lido]
Oliver Twist, do Dickens
Trópico de Câncer, do Henry Miller [lido até a metade no começo do ano]
Eu & a Xuxa - Sociologia do cabaré infantil, do Gilberto Vasconcellos [peguei pra ler pro causa do Tver]
Pequenos poemas em prosa, do Baudelaire
Acrústico e EraOdito, do Marcelino Freire
O Afeto que se Encerra, do Paulo Francis [1/3 lido]
Harry Potter e o Cálice de Fogo [pra reler]
e na minha mochila:
Catatau, do Leminski
Fliperama sem Creme, do Teixeira Coelho [a primeira metade lida duas vezes]
Livro bragarái (14!!). Um monte de coisas boas. E desde as férias que eu não acabo um livro (reli os 3 primeiros Harry Potters inteiros). Nas duas últimas semanas usei o fato de ter de ler O Cavaleiro Inexistente do Calvino pra escola como desculpa pra não conseguir continuar nenhum dos livros que comecei ultimamente (o do Francis e o Fliperama sem Creme, especialmente). E sem terminar esses fico sem coragem pra retomar ou começar qualquer outro.
Isso anda acontecendo com freqüência, não conseguir terminar livros e ir enfiando eles no criado-mudo. E eu gosto pra burro de ler; fico me sentindo culpada quando não estou lendo nada.
Tava contando isso pro meu pai e ele disse que isso começou a acontecer com ele quando ele tinha uns 18 anos e nunca mais parou. Hoje em dia ele termina 1 de cada 15, 20 livros que pega. Meda.
Meu pai tem essa mania de levar pra onde vai pelo menos três livros. Ele vai à padaria ou ao supermecado ou a uma competição de natação com livros embaixo do braço, no porta-luva do carro, na pasta de trabalho. De madrugada ele desce com uns 8 livros, senta no sofá, lê 3 páginas de um deles e dorme. Faz isso desde sempre.
E rouba os livros das outras pessoas. Você pode pegar um livro que tava enfiado no lugar mais fundo da estante, sem ninguém ler ou lembrar que existia há anos. Basta tu botar no teu criado-mudo com a intesão de ler que ele pega pra ler também. Depois de uns 3 dias de brigas tu desiste de ler e ele acaba desistindo depois e, em vez de te devolver, guarda de volta na estante num lugar onde niguém vai conseguir achar de novo por mais uns anos.
Desde esse dia, mais uns 5 livros entraram pra pilha.
Moram na minha cabeceira nesse momento (de baixo pra cima):
México Rebelde, do John Reed
uma versão em prosa da Ilíada
Retrato do artista quando jovem, do Joyce
O Senhor dos Anéis [só o primeiro tomo, A Sociedade do Anel, lido]
Oliver Twist, do Dickens
Trópico de Câncer, do Henry Miller [lido até a metade no começo do ano]
Eu & a Xuxa - Sociologia do cabaré infantil, do Gilberto Vasconcellos [peguei pra ler pro causa do Tver]
Pequenos poemas em prosa, do Baudelaire
Acrústico e EraOdito, do Marcelino Freire
O Afeto que se Encerra, do Paulo Francis [1/3 lido]
Harry Potter e o Cálice de Fogo [pra reler]
e na minha mochila:
Catatau, do Leminski
Fliperama sem Creme, do Teixeira Coelho [a primeira metade lida duas vezes]
Livro bragarái (14!!). Um monte de coisas boas. E desde as férias que eu não acabo um livro (reli os 3 primeiros Harry Potters inteiros). Nas duas últimas semanas usei o fato de ter de ler O Cavaleiro Inexistente do Calvino pra escola como desculpa pra não conseguir continuar nenhum dos livros que comecei ultimamente (o do Francis e o Fliperama sem Creme, especialmente). E sem terminar esses fico sem coragem pra retomar ou começar qualquer outro.
Isso anda acontecendo com freqüência, não conseguir terminar livros e ir enfiando eles no criado-mudo. E eu gosto pra burro de ler; fico me sentindo culpada quando não estou lendo nada.
Tava contando isso pro meu pai e ele disse que isso começou a acontecer com ele quando ele tinha uns 18 anos e nunca mais parou. Hoje em dia ele termina 1 de cada 15, 20 livros que pega. Meda.
Meu pai tem essa mania de levar pra onde vai pelo menos três livros. Ele vai à padaria ou ao supermecado ou a uma competição de natação com livros embaixo do braço, no porta-luva do carro, na pasta de trabalho. De madrugada ele desce com uns 8 livros, senta no sofá, lê 3 páginas de um deles e dorme. Faz isso desde sempre.
E rouba os livros das outras pessoas. Você pode pegar um livro que tava enfiado no lugar mais fundo da estante, sem ninguém ler ou lembrar que existia há anos. Basta tu botar no teu criado-mudo com a intesão de ler que ele pega pra ler também. Depois de uns 3 dias de brigas tu desiste de ler e ele acaba desistindo depois e, em vez de te devolver, guarda de volta na estante num lugar onde niguém vai conseguir achar de novo por mais uns anos.
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