24.7.02

Quando a gente vê isso no cinema acha que é forçado e depois, no entanto, a coisa se repete diante de você, na sua cara. E você fica sem saber se o cinema tem razão porque as coisas acontecem todos os dias assim ou se são as pessoas que ficam imitando sem saber o que vêem no cinema.

Há uns dias atrás (sábado?), lá pelas 3h30 da madrugada, teve uma briga de namorados muito escandalosa aqui na minha rua. Começou na esquina com um VOCÊ NÃO ME MERECE, FILHO DA PUTA e continuou na frente da minha casa, madrugada à fora.
Aparentemente, o Zé tinha ficado com uma outra menina e a namorada de tinha ouvido ele falando Você é minha pra essa guria. O Zé chorava copiosamente é jurava que não tinha feito nada, que ela podia perguntar pra todo mundo. E ela falou que Foda-se todo mundo e que ela tinha ouvido os amigos deles dizendo Larga ela Zé e o Zé dizendo Você é minha (coisa na qual eu não acredito. As pessoas não saem por aí dizendo Você é minha pras outras pessoas e é difícil você estar atrás da porta justamente quando isso acontece).

Fiquei ouvindo em parte porque era impossível não ouvir, já que eles gritavam e estavam na frente da janela abaixo da qual eu estava sentada lendo, mas também porque achei estranho. Parecia MUITO com uma briga de namorados de tevê. Parecia aquele episódio de Friends quando a Rachel briga com o Ross porque ele cata a mulher do Xerox pensando que ele a Rachel estavam 'on a brake' (não sei como as pessoas que namoram em português chamam isso. Numa pausa? Dando um tempo, se pá..)

Daí esqueci de comentar isso aqui no blog no dia seguinte ao acontecido mas como achei esse negócio que o Teixeira Coelho fala de as coisas parecerem tevê no livro que eu tou lendo agora (Fliperama sem Creme), resolvi contar mesmo assim.